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Cade nega recurso da Claro e mantém rede de compartilhamento entre Tim e Vivo

Parceria entre operadoras tem potencial para otimizar operação e cortar custos com construção de antenas

Da Redação

04/06/2020 às 14h18

Foto: Shutterstock

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negou na última quarta (3) o recurso levantado pela Claro contra a parceria firmada entre Tim e Vivo para compartilhamento de rede. 

De acordo com a Superintendência Geral da autarquia, o acordo levantado entre as duas operadoras não afeta de forma significativa a concorrência do mercado e traz diversos benefícios para o consumidor. 

"Portanto, alinho-me aos julgados deste Tribunal que arrimados na conclusão da Anatel, reconhecem que os contratos de compartilhamento similares aos que estão sob exame, fomentam iniciativas saudáveis e que não geram prejuízo à competição, nem tampouco arrefecem o ímpeto dos concorrentes em ganhar espaço em um mercado muito disputado”, concluiu a conselheira Lenisa Prado, relatora do recurso. 

 Para lembrar 

Anunciado no final de dezembro, o acordo entre Tim e Vivo compreende o compartilhamento das antenas 2G, 3G e 4G em cidades nas quais apenas uma delas opera. Ou seja: os clientes da Tim receberiam o sinal vindo das antenas da Vivo em locais nos quais a empresa não possui estrutura e vice-versa. 

Em janeiro, a Claro entrou com uma manifestação contra a parceria, pedindo esclarecimentos sobre o formato do acordo. Em abril, o Cade havia dado parecer afirmativo para o acordo e, em maio, a Claro voltou com um recurso. 

Inicialmente, a integração dos serviços será realizada em 50 cidades e deve levar seis meses para ser concluída. Quando esse processo estiver concluído, as marcas irão avaliar os resultados e discutir o perímetro total do projeto, que pode alcançar mais de 1,6 mil cidades.