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Zuckerberg quer fazer do trabalho remoto opção permanente para funcionários do Facebook

Antes da pandemia assolar os grandes escritórios do Vale do Silício, Facebook incentivava talentos a morarem perto de Menlo Park, sede da rede social

Carla Matsu

21/05/2020 às 17h26

Foto: Shutterstock

Mark Zuckerberg, em uma transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (21), compartilhou sua visão sobre o que acredita que será o futuro do trabalho pós-pandemia. O CEO do Facebook afirmou que estima que metade da companhia estará trabalhando de casa ao longo da próxima década. E de forma permanente. A constatação de Zuckerberg segue anúncio recente da rede social concorrente, o Twitter. A empresa de Jack Dorsey afirmou que permitirá aos colaboradores trabalharem de casa mesmo quando for seguro retornar às atividades presenciais.

Na quarta-feira (19), a Bloomberg reportou, citando pessoas familiarizadas com o assunto, os planos do Facebook em retornar aos escritórios - limitando-os a 25% da ocupação e colocando pessoas em diferentes turnos a partir do dia 6 de julho, mas que os profissionais poderiam ficar de casa se assim quisessem. A exceção ficaria aos funcionários que trabalham em operações que precisam da presença física, como manutenção de data centers.

De acordo com informações do TechCrunch, o Facebook revelou que contará com novos escritórios em Denver, Dallas e Atlanta, mas que estes seriam como “hubs" de negócios. Zuckerberg disse que o Facebook irá buscar contratar novos talentos em áreas próximas aos escritórios existentes, olhando para cidades com San Diego, Filadélfia, Portland e Pittsburgh. A criação desses centros endossaria a visão de futuro do trabalho de Zuckerberg.

"Quando você limita a contratação a pessoas que moram em um pequeno número de grandes cidades, ou estão dispostas a se mudar para lá, isso corta muitas pessoas que vivem em comunidades diferentes, têm origens diferentes, têm perspectivas diferentes", disse Zuckerberg.

Uma mudança sem precedentes

A partir desta quinta-feira, a companhia está tornando a maioria das vagas abertas nos Estados Unidos para recrutamento e contratação remota, segundo o The Verge que entrevistou Zuckerberg. E até o final deste ano, muitos dos 48 mil funcionários ao redor do mundo poderão solicitar a troca para o trabalho remoto. A decisão abre um precedente inédito para a companhia, afinal, como observa o portal, o Facebook até recentemente pagava um bônus de até US$ 15 mil para aqueles que morassem próximo à sede em Menlo Park, na Califórnia.

"Seremos a empresa mais avançada no trabalho remoto em nossa escala", disse Zuckerberg. "Precisamos fazer isso de uma maneira ponderada e responsável, e faremos isso de uma maneira medida. Mas acho que é possível que nos próximos cinco a dez anos - talvez mais próximo de dez do que cinco, mas em algum ponto desse intervalo - acho que poderíamos chegar a cerca da metade da empresa trabalhando remotamente de forma permanente”.