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Entrevista em vídeo: Segurança corporativa em tempos de home office

Conversamos com especialista para entender as principais ameaças às quais os funcionários estão expostos e o que fazer para evitá-las

Da Redação

14/04/2020 às 12h00

Foto: Shutterstock

A migração de diversos profissionais para o sistema de trabalho remoto, causada como medida para diminuir o número de pessoas contagiadas pelo novo coronavírus (Covid-19), traz muitos desafios para empresas e colaboradores. E um deles está relacionado com a segurança da informação. 

Armadilhas que utilizam engenharia social, como ataques de phishing, malwares e fake news podem fazer com que as pessoas instalem em suas máquinas arquivos que comprometam a segurança de dados do seu computador e, por consequência, na empresa. 

Para entender as principais ameaças na web e como é possível se prevenir delas, entrevistamos Raul Colcher, presidente da Questera Consulting e membro sênior do Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE). 

Confira o bate- papo: 

Além da conversa com Colcher, também reunimos iniciativas apresentadas pela companhia de segurança CheckPoint para que tanto companhias como colaboradores possam contribuir para aumentar a segurança da informação. 

Melhores práticas recomendadas aos colaboradores 

O ambiente de home office ou remoto requer maior nível de atenção e cautela contra possíveis ciberameaças. Neste sentido, as dicas aos profissionais para trabalharem remotamente com maior proteção são: 

Revisar as senhas 

É essencial estabelecer senhas robustas (oito caracteres que combinem letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos) para acessar recursos profissionais, como e-mail ou aplicativos de trabalho. Da mesma forma, também é primordial verificar a chave de rede Wi-Fi, além de garantir que ela não esteja aberta e acessível a mais ninguém. 

Proteção contra phishing 

Evitar clicar em links que pareçam suspeitos e fazer o download apenas de fontes conhecidas. É essencial lembrar que as técnicas de phishing são cada vez mais sofisticadas; portanto, no caso de receber um e-mail com uma solicitação incomum, é necessário verificar minuciosamente os dados do remetente para garantir que ele seja de um colega de trabalho ou de fontes confiáveis, e não de cibercriminosos. 

Escolher o dispositivo móvel adequado 

Muitos colaboradores usam o computador ou laptop da empresa para uso pessoal, o que pode criar um risco à segurança e que aumenta exponencialmente se um computador pessoal for usado. Nesse caso, é essencial implementar medidas e ferramentas de segurança (como antivírus, entre outras). 

Reforçar as prevenções ao utilizar redes públicas 

No caso de utilizar redes Wi-Fi públicas de aeroportos, restaurantes, entre outros estabelecimentos e locais públicos, é imprescindível reforçar as medidas de proteção, já que essas conexões não são seguras e podem ser até mesmo um foco de ataques por parte dos cibercriminosos que podem acessar com muita facilidade e infectar milhares de pessoas em um só clique. 

Para empresas 

Para os ambientes corporativos, as empresas devem controlar e
proteger os seus dados em caso de os armazenarem em data centers, na
nuvem pública ou com aplicações SaaS. As melhores práticas às
organizações são:  

Confiança zero: 

Toda a estratégia para facilitar o acesso às informações remotamente deve ter como pilar fundamental o princípio de “confiança zero”. Isto implica que tudo deve ser verificado, que é imprescindível assegurar-se de quem terá esse acesso às informações (segmentando os usuários e implementando medidas de autenticação de fator múltiplo).

Além disso, este é o momento de ensinar às equipes como devem acessar os dados de forma segura e remota. 

Monitorar e controlar os acessos às informações por meio de qualquer endpoint e dispositivo móvel: é provável que, em muitos casos, os colaboradores trabalhem em home office utilizando o seu próprio notebook ou o seu smartphone. 

Por este motivo, é obrigatório antecipar-se e estabelecer um plano de gestão de ameaças como roubo e vazamento de dados ou ataques que se propaguem a partir destes dispositivos para a rede corporativa. 

Testar e comprovar a “saúde” da infraestrutura 

Para incorporar ferramentas de acesso remoto seguras no fluxo de trabalho é obrigatório ter uma VPN ou SDP. Esta infraestrutura deve ser robusta e precisa ser testada para assegurar que possa lidar com um grande volume de tráfego, à medida que sua força de trabalho atuará em home office. 

Definir e gerenciar os dados 

Será preciso dedicar tempo para identificar, especificar e rotular os dados confidenciais, a fim de preparar políticas que assegurem que somente as pessoas apropriadas possam acessá-los.

Definitivamente, reavaliar tanto a política corporativa como a segmentação das equipes para estabelecer vários níveis de acesso em relação à “sensibilidade” e confidencialidade da informação.