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Previsão 2020: América Latina deve crescer 12% em segurança da informação

Conceito de futuro da confiança (Future of Trust) é tendência no mercado e define as condições de relacionamento das empresas

Da Redação

31/03/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

A consultoria IDC Brasil apresentou nesta semana estimativas de evolução de receita para empresas que atuam no segmento de segurança da informação na América Latina.

De acordo com a empresa, o mercado deve atingir quase US$ 4 bilhões até o final de 2020, sendo impulsionado principalmente por serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Porém existe uma diferença entre intenção – 57% das empresas entrevistadas pela IDC indicaram segurança da TI como tema prioritário – e, de fato, o investimento, que deve acelerar 12% quando comparado ao mesmo desempenho do ano passado.

“As empresas estão abertas e discutindo temas de segurança, mas quando se trata de investir há limitações e orçamentos a cumprir. A necessidade é de ampliar a percepção da segurança como um habilitador de negócios”, destaca o gerente de pesquisa e consultoria em Enterprise da IDC Brasil, Luciano Ramos.

Outras prioridades

Nessa agenda também se incluem tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning, Computação Cognitiva e Internet das Coisas, que têm papel importante nas soluções de segurança, por correlacionar eventos de maneira mais efetiva e entender comportamento de cada usuário.

“Apesar do papel distinto, IA e Machine Learning vêm sendo aplicadas para solucionar problemas de negócios e entender melhor as informações que estão sendo geradas, oferecendo mais resultados e otimizando processos”, explica o gerente de pesquisa da IDC Brasil.

Já a Internet das Coisas não está só em projetos fora das organizações, como cidades inteligentes. “Começamos a ver um movimento dentro de TI e TO, fazendo com que a operação gere mais insumos para que TI possa analisar e gerar insights para otimizar recursos”, complementa Ramos.

Aumento da confiança

Ainda no segmento de segurança, a IDC Brasil aponta como tendência
o conceito de futuro da confiança ou Future of Trust, condições
definidas para que empresas decidam com quem vão se relacionar.

“O futuro da confiança vai além da ideia tradicional do que é confiar e envolve também questões de regulação, leis específicas para as indústrias e países e conceitos de privacidade, algo importante no Brasil por conta da LGPD”, afirma Ramos.

Ele ressalta que os programas de Digital Trust possuem métricas baseadas nos pilares de confiança para saber se o nível de maturidade das empresas está adequado aos projetos. Essas métricas, em médio e longo prazo, serão a base para as organizações decidirem se devem ou não fazer negócios com outras empresas.

No ambiente de nuvem, as empresas estão incluindo a segurança como parte da estratégia para ter bons resultados. Na hora de montar a estratégia de nuvem, os benefícios esperados pelas organizações são: em nuvem pública, agilidade (43%), segurança (42%), simplicidade e padronização (41%).

Em nuvem privada, segurança (52%), agilidade (43%), simplicidade e padronização (42%). Já na multi cloud, os benefícios esperados são: agilidade (35%), empoderamento das áreas de negócios (35%) e segurança (34%).

Na prática

No entanto, um terço das empresas ainda não consegue enxergar como a nuvem pode realmente impactar os processos de segurança.

“Ainda que os números sejam positivos e interessantes, há necessidade de se tomar cuidado com o entendimento do uso de nuvem porque a nuvem não resolve problemas de segurança automaticamente", ressalta Ramos. "É preciso um plano estratégico de segurança com investimentos para lidar com um ambiente de maior exposição, que é a nuvem."

Para o gerente de pesquisa da IDC Brasil, os fabricantes de soluções de segurança precisam entender como as empresas estão mudando a maneira como consomem soluções.

“Tanto a indústria como os provedores de serviços precisam repensar seu discurso no mercado, em linha com a estratégia de confiança de clientes. Em relação às empresas clientes, ter um modelo de maturidade de segurança cibernética alinhado à transformação digital permitirá que elas entendam melhor como serem mais eficientes com seus orçamentos”, acrescenta.

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