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Coronavírus: setores de tecnologia com maior (ou menor) demanda

Enquanto serviços que possibilitam videoconferências e entregas vivenciam aumento expressivo, soluções de mobilidade e turismo irão pelo rumo oposto

Da Redação

24/03/2020 às 9h00

Foto: Shutterstock

É importante começar essa notícia ressaltando que, no final, a pandemia do Covid-19 não trará “vencedores”, devido a todos os malefícios de nível social que serão causados pelo vírus. Porém, como ocorre em todas as crises, de fato existem áreas que observarão maior oferta de serviços. Enquanto outros setores entrarão de fato em um período complicado, do ponto de vista financeiro. 

Um setor que claramente está em ascensão é o de empresas de tecnologia que possibilitem o trabalho remoto. A plataforma de comunicação Slack apresentou alta nas ações de 13% na semana passada, enquanto a empresa de videoconferência chamada Zoom apresentou uma alta de 21% nos seus papéis, sendo que precisou alugar 19 datacenters para se preparar para a demanda futura. 

O mercado de videoconferência, em especial, está em alta significativa: empresas como Marco Polo e Houseparty, que possuem uma solução de vídeo com apelo mais social, observaram um pico de crescimento nas lojas de aplicativos iOS e Google Play. 

As empresas de entrega, como as americanas DoorDash e Postmates,
também estão apresentando um crescimento por conta da política de
cancelamento. Fazendo com que esses mercados, em geral deficitários,
experimentem um momento positivo. 

Mercados em recessão 

Do outro lado, empresas como Uber (em queda de 6%) e a americana de caronas Lyft (queda de 12%) estão experimentando uma redução drástica do serviço, por conta da política de isolamento.

O segmento de turismo também testemunha um momento negativo, com destaque para empresas de tecnologias como Expedia (queda de 30%), Booking.com (17%) e o Airbnb, que apesar de não ser uma empresa aberta certamente vivencia declínio de receita. 

As empresas de pagamento como PayPal e Square também devem viver uma queda de receita por conta da diminuição das compras de transação de varejo. 

Dentro desse cenário, os mercados que estão em decréscimo de renda poderiam adotar ações como reforçar o relacionamento com fornecedores para garantir uma determinada estabilidade nesse período.

Outra questão é o dinamismo das ações: utilizando como exemplo Amazon e Walmart, que efetuaram ajustes dentro do seu serviço de logística para priorizar itens essenciais e contratando funcionários para lidar com a mudança de fluxo esperada para as próximas semanas. 

 
*Com informações da Bloomberg