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Viu álcool gel ou máscara a preços abusivos? Saiba como denunciar esses casos

Camara-e.net e Senacon criaram canal de denúncia contra venda elevada de produtos relacionados à prevenção contra o coronavírus

Da Redação

19/03/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Com mais de 179 mil casos confirmados (mais de 200 apenas no Brasil), o novo coronavírus (Covid-19) está exigindo tanto dos governos como das pessoas iniciativas para mitigar as chances de contágio com a doença. E, além do isolamento social especialmente via home office, o uso de produtos como álcool gel e máscaras n95. 

Porém, não é incomum observar que muitas pessoas usam a alta demanda por esses items para recomprá-los e vendê-los a preços bem acima dos praticados em tabela. Um caso que ficou famoso recentemente foi o do americano que comprou mais de 20 mil embalagens de álcool gel, que custavam cerca de US$ 3,50, e passou a vendê-las a US$ 50 a unidade. No caso, e-commerces como Amazon e eBay bloquearam o cadastro do usuário. 

E como impedir que situações desse tipo aconteçam por aqui? A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e seus associados, em parceria com a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), lançam a campanha “Juntos Contra Ofertas Abusivas”, para denunciar preços abusivos em produtos vendidos pela internet relacionados à prevenção do coronavírus. 

"A camara-e.net repudia a prática de preços abusivos. Por isso, achamos importante criar um canal para que os consumidores se manifestem ao se depararem com vendedores online que estão se aproveitando da crise. Trabalharemos junto à Senacon para coibir esses abusos e para auxiliar os consumidores e a sociedade neste momento de luta", afirma Leonardo Palhares, presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e sócio do Almeida Advogados. 

Os órgãos de Defesa do Consumidor já se manifestaram em âmbito federal e estadual a respeito da abusividade da prática, uma vez que a elevação do preço decorre em meio à grave crise na saúde mundial, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e não de um simples período de alta ou de baixa temporada.