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Coronavírus: o que as empresas de app estão fazendo para apoiar parceiros?

Entregadores e motoristas são alguns dos públicos mais suscetíveis ao contágio; confira ações das companhias de aplicativos para auxiliar esse público

Da Redação

18/03/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

De acordo com os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o novo coronavírus (conhecido como Covid-19) já conta com 167 mil casos confirmados e 6,6 mil mortes. Sendo que, no Brasil, já existem 200 confirmações e 2 mortes. 

Por conta do alto nível de contágio da doença — já classificada como pandemia — a indicação das autoridades de saúde é que as pessoas fique o máximo possível em casa, de preferência trabalhando dentro do sistema de home office. 

Mas é fato que a possibilidade de trabalhar em casa é restrita a algumas profissões e que a expansão desse vírus ocorre em um momento no qual o trabalho informal está em crescimento no país. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de informalidade alcançou níveis recordes em 19 Estados, com uma média de 41% (ou 38,4 milhões de pessoas). 

E os profissionais que trabalham como motoristas e entregadores de aplicativos estão dentre o público com maiores chances de contágio, por conta dos longos trajetos por diversas partes da cidade e contato com o público.  

Desde o final da semana passada, a maior parte das empresas que trabalham com motoristas e entregadores vem se posicionando para informar quais medidas estão sendo adotadas para auxiliar na prevenção e suporte a esse público.

Abaixo, você confere o posicionamento das companhias:

99

A empresa, por meio da marca-mãe DiDi Chuxing, anunciou um fundo global de US$ 10 milhões para ajudar parceiros (motoristas ou entregadores) que forem contagiados pelo Covid-19.

De acordo com a empresa, o cálculo do dinheiro a ser pago para o motorista será feito com base na média de ganhos diários feita por ele entre setembro de 2019 a fevereiro de 2020 - para os entregadores, esse cálculo será feito entre dezembro e fevereiro.

O valor mínimo a ser depositado será de R$ 300, recebido em parcela única por "um período de 28 dias para quem testar positivo para a Covid-19 e 14 dias para quem for colocado em quarentena por autoridade médica".

Para receber o benefício, o motorista ou entregador deverá entrar em contato pelo telefone 0300 3132 421, tendo em mão os seguintes documentos: atestado médico com nome dele, data, CID e carimbo e assinatura do médico legíveis; dados bancários (o motorista deve ser o titular da conta), CPF, telefone e e-mail usado para cadastro na plataforma.

A empresa também criou uma página
em que apresenta os sintomas da doença e sugestões de canais de
atendimento, como o Disque SUS (136) e o WhatsApp do Ministério da
Saúde (61 99289-4640). 

iFood 

A startup criou um fundo de R$ 1 milhão destinado a "dar suporte àqueles que necessitem permanecer em quarentena". De acordo com a companhia, caso o entregador tenha a suspeita ou confirmação do vírus, ele deve entrar em contato com a companhia para receber o benefício.

Mais detalhes como funcionamento do fundo, condições para requisição e tempo em que o benefício será usufruído serão apresentamos em breve.

James 

Entramos em contato com a plataforma James, de propriedade do Pão de Açúcar e que utiliza motoboys para intermediar a entrega de produtos, mas a companhia não conseguiu nos dar um retorno até o fechamento da reportagem. 

Rappi 

A companhia informou que disponibilizará uma opção de entrega em domicílio sem contato físico, que será selecionada dentro do aplicativo ou indicada via chat para o entregador. Nessa modalidade, o pagamento é feito já pelo cartão de crédito e o entregador deixará o pedido na porta, sem contato. 

A marca também está distribuindo álcool gel 70% e máscaras antibacterianas. Outra medida adotada é o incentivo as opções de pagamento via app, para que assim exista o menor contato possível. 

Uber 

A ride-hailing também disponibilizou um site com dicas para que os parceiros preservem suas condições de saúde. No portal, a companhia informa que fornecerá 14 dias de ajuda financeira aos motoristas que foram diagnosticados com Covid-19 ou que tiverem a quarentena solicitada por uma autoridade de saúde pública. 

A companhia respondeu à solicitação da Computerworld com o seguinte posicionamento:  

“Estamos sempre trabalhando para ajudar a manter todos os que usam a Uber em segurança. Temos uma equipe global dedicada, que conta com a consultoria de um especialista em saúde pública, trabalhando para responder em todas as cidades em que operamos em todo o mundo. Permanecemos em contato próximo com as autoridades locais de saúde pública e continuaremos a seguir as orientações para ajudar a impedir a propagação do coronavírus.” 

(Atualização no dia 23/03 às 07:40 para detalhar as condições de uso do fundo da 99)