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83 mil conteúdos ilegais são removidos da internet durante 2019

De acordo com ABES, nos últimos 10 anos foram retirados da web 650 mil materiais, como links para download de softwares piratas

Da Redação

18/03/2020 às 13h00

Foto: Shutterstock

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) divulgou na semana passada os dados do monitoramento de internet realizado em 2019, que contabilizou 83.060 conteúdos ilegais da internet, categorizados em 49.190 anúncios, 33.778 links e 92 sites para download.  

Em 2018, o total foi de 84.399, quase 1,6% a mais que no ano passado, sendo 43.378 anúncios, 40.944 links e 77 sites derrubados. 

O levantamento mostra que o principal tipo de software removido da internet em 2019 foi de edição de imagens e/ou som (35,5%), seguido por aplicações de escritório (33,7%), softwares administrativos (24,3%), antivírus e outras aplicações de segurança (3%) e sistemas operacionais (2,2%).

De acordo com a Associação, a remoção de materiais piratas da internet está diretamente relacionada à oferta desse tipo de conteúdo. Em 2018, as aplicações de escritório lideraram a oferta seguidas pelos editores de imagem e/ou som e softwares administrativos. 

Houve queda, mas demanda crescente 

Os principais pontos de oferta de softwares ilegais foram os sites de leilão e os sites de comércio eletrônico, devido à facilidade da venda por meios digitais e da dificuldade de rastreio dos infratores e da procedência dos produtos. A remoção de anúncios de softwares em sites de leilão aumentou 13% e a de websites próprios 19,5% em 2019 na comparação com o ano anterior. 

A estes canais de vendas somam-se redes sociais, blogs e domínios próprios (esses últimos não sendo monetariamente tão relevantes quanto os outros) onde a oferta de software ilegal também é feita gratuitamente via download. 

De acordo com a Associação, a oferta de softwares ilegais - programa de computador sem a autorização expressa do titular da obra - na internet caiu pelo segundo ano consecutivo no Brasil em 2019. 

A remoção de links de acesso a softwares ilegais caiu 17,5% em relação a 2018. O Setor de Monitoramento da ABES, responsável pelo monitoramento e derrubada de conteúdos ilegais da internet, explica que isso se deve tanto à remoção de sites que ofereciam este tipo de download bem como à demora das hospedagens externas em remover os softwares ilegais. 

"Apesar da queda percebida, o volume da oferta de conteúdos ilegais na internet ainda permanece altíssimo. Com o objetivo de acabar, ou diminuir ao máximo, com essa oferta, a ABES continuará com os seus compromissos de proteger a indústria de software e de sempre alertar os usuários quanto aos riscos envolvidos no uso de sistemas piratas, como vírus, malwares e sequestro de dados. Além destes, os softwares ilegais podem tornar os dispositivos vulneráveis a ataques de hackers e impossibilitar o suporte de assistências autorizadas", explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES. 

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