Home  >  Negócios

70% das empresas brasileiras de eletrônicos brasileiras impactadas com coravírus

De acordo com Abinee, empresas já indicaram redução média de 31% na produção durante o 1º trimestre de 2020

Da Redação

10/03/2020 às 14h00

Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) realizou uma pesquisa no início de março para entender os impactos que o covid-19 (variação do coronavírus) está causando na produção local de eletrônicos. Segundo a associação, 70% das companhias entrevistadas já apresentam problemas para receber materiais, componentes e insumos vindos da China. 

A sondagem é a terceira realizada pela companhia desde fevereiro. Na primeira avaliação, o percentual de empresas com problemas era de 52%; na segunda sondagem (20 de fevereiro), 57% das consultadas apontavam impacto negativo.  

A situação de desabastecimento é observada principalmente entre os fabricantes de produtos de Tecnologia da Informação (celulares, computadores, entre outros). A pesquisa contou com a participação de 50 indústrias das diversas áreas do setor eletroeletrônico. O dado é importante por conta da importância do país como fornecedor: somente a China é responsável por 25% dos que é importado pelas companhias nacionais. 

Segundo o levantamento da Abinee, 6% das pesquisadas já operam com paralisação parcial em suas fábricas — no levantamento anterior, esse índice era de 4%. Outras 14% já programaram paralisações para os próximos dias, a maior parte delas, também de forma parcial. 

Apesar do impacto negativo na produção, a pesquisa indicou que 48% ainda não têm previsão de parar suas atividades. A decisão dependerá de quanto tempo persistirem os problemas no abastecimento. 

Com esse novo cenário, passou de 17% para 21% o total de empresas que informaram que não devem atingir a produção prevista para o 1º trimestre deste ano. Conforme essas associadas, a produção do período deverá ficar, em média, 31% abaixo da projetada. Este percentual também aumentou na comparação com a pesquisa anterior, que indicava uma queda de 22% na produção. 

Para quase metade das empresas (48%), no entanto, as projeções devem ser mantidas; outras 31% afirmaram que ainda não é possível dar essa indicação. 

Um detalhe importante é que esta foi a primeira sondagem na qual as empresas indicaram que poderá existir risco na entrega do produto final para seus clientes caso a situação se prolongue até o início de maio. Na pesquisa atual, 54% das companhias levantadas assinalaram essa possibilidade.