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Coronavírus começa a impactar desempenho financeiro das empresas de tecnologia

Apple, Google e Microsoft tiveram uma quinta instável por conta da incerteza relacionada com a fabricação de produtos

Da Redação

28/02/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

O Covid-19, variação do coronavírus nascida na China e se espalhando pelo mundo, começou a impactar de forma negativa o
desempenho das principais organizações tecnológicas, já que muitas
utilizam a mão de obra do país para a produção de seus dispositivos. 

O caso mais claro é o da Apple, que realiza a fabricação de todos os seus equipamentos dentro da China. Na semana passada, a empresa já havia anunciado que não chegaria às metas estabelecidas anteriormente tanto pelo ritmo de produção mais lento, devido à quarentena imposta dentro da China, como pelo momento vivido pelo consumidor chinês - que sempre foi um grande comprador dos aparelhos topo de linha da empresa. 

Por conta da queda de produtos atuais e o provável atraso na produção de novos aparelhos (como a nova versão do SE, com preço reduzido), a empresa está apresentando queda em suas ações. No final desta quinta, os papéis da empresa registravam baixa acima dos 3%. 

A Microsoft foi outra empresa que, nesta semana, divulgou que também não atingirá a meta de receita estabelecida para o primeiro trimestre dentro da divisão de produtos para uso pessoal estimada para o terceiro trimestre de 2020, que terminará em março. Por conta da notícia, as ações da companhia recuaram cerca de 2% 

A Alphabet (holding que controla o Google) também teve queda aproximada de 2%, por conta do impacto que o vírus na China deve causar na produção de seus aparelhos: tanto os atuais como os novos modelos da linha Pixel, programados para serem lançados neste ano. 

Por conta do fato de os números de contágio do Covid-19 não estarem diminuindo, uma das opções exploradas pelas companhias está em transferir a produção de seus aparelhos para países do sudeste asiático como Vietnã. Segundo o Nikkei Asia Review, o Google já deve iniciar a produção de seus novos smartphones no novo país. 

Apesar de menor dependência da China, Amazon e Facebook também apresentaram quedas em seus papéis: de 2% e 0,81%, respectivamente. 

*Com informações do Valor Econômico