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Vivo fecha 2019 com lucro de R$ 5 bilhões e investimentos de R$ 8,8 bilhões

De acordo com balanço financeiro, companhia realizou no ano passado sua maior expansão de sua rede de fibra

Da Redação

19/02/2020 às 13h00

Foto: Divulgação/Vivo

A Telefônica Brasil (que também detêm a marca Vivo) divulgou nesta quarta-feira (19) seu balanço financeiro relativo a 2019. De acordo com a empresa, ela obteve lucro líquido de R$ 5 bilhões e crescimento de 1,9% na receita operacional. O resultado foi menor do que o do ano passado por conta do pagamento de processos judiciais relacionados com a empresa no ano passado. 

A companhia registrou crescimento no valor direcionado a investimentos: foram gastos R$ 8,8 bilhões, 7,9% a mais do que o investido no ano passado e um valor que representa 20% da receita operacional da marca. Grande parte desse montante foi investindo na expansão de serviços de conexão móvel e fixa. 

Os custos operacionais recorrentes tiveram um aumento de 1,2%, por conta dos processos de digitalização da companhia que vêm reduzindo custos em ações como envio de contas (que podem ser despachadas via email) e custos com atendimento em call center (pois algumas funcionalidades podem ser executadas dentro do app Meu Vivo). 

A empresa afirma que o Meu Vivo conta com mais de 16 milhões de usuários únicos. Uma pesquisa com usuários mostrou que 80% deles classificam a interação como próxima e clara. A AURA, a Inteligência Artificial da Vivo, realizou em torno de 20 milhões de transações mensais, com mais de 90% de precisão, respondendo de forma personalizada sobre serviços, consumo de dados, conta, recarga, e outras dúvidas. 

Áreas de negócio 

Segundo comunicado, 2019 foi o ano em que a Vivo realizou sua maior
expansão da história de sua rede de fibra, levando a tecnologia para 43
novas cidades, encerrando o ano em 164 municípios, com 11 milhões de
domicílios cobertos.  

Quando se fala em conexão móvel, a Vivo fechou o ano em mais de 3,2 mil cidades com a rede 4G, cobrindo 89% da população, e 1,2 mil municípios com o 4.5G disponível para 66% dos brasileiros. 

A receita líquida móvel cresceu 4,8% no ano passado, bastante influenciada por eventos de final de ano (Black Friday em especial). E a receita de banda larga apresentou crescimento anual de 9,8%, influenciada pelas receitas em fibra, que já representam 35,6% desse total, com crescimento anual 45,8%. 

No segmento de TV por assinatura, a receita registrou redução anual de 5,3%, após cair 11,1% no quarto trimestre. De acordo com comunicado enviado pela marca, o resultado reflete “a estratégia mais seletiva para o serviço, com o encerramento das vendas do serviço de TV via satélite (DTH) e foco total na tecnologia IPTV”, que cresceu 32,1% no ano. 

A receita de Dados Corporativos e TI cresceu 9,9% no ano, em função do bom desempenho das receitas de novos serviços no mercado corporativo, como dados, cloud, serviços de TI e vendas de equipamentos 

No mercado de Machine-to-Machine (ou M2M, que permite que equipamentos se comuniquem entre si), a base de acessos segue em forte expansão e atingiu mais de 10 milhões de dispositivos conectados em dezembro de 2019, representando um crescimento de 23% quando comparado ao ano anterior. 

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