Home  >  Carreira

Como largar a microgerência e começar a delegar de verdade?

Acompanhar de perto as tarefas dos colaboradores é um hábito que impacta de forma negativa toda a equipe; conheça algumas práticas para largar essa ro

Da Redação

16/02/2020 às 12h00

Foto: Reprodução

Abandonar o microgerenciamento e dar aos colaboradores mais autonomia na execução de tarefas é uma tarefa que costuma ser bem mais complicada do que parece. Fatores como insegurança e falta de planejamento tornam difícil para muitas pessoas aplicar na prática o hábito de delegar tarefas. 

Mas dominar essa habilidade é essencial para se tornar um bom líder. Se você deixa a microgrestão dominar sua rotina, você sobrecarrega sua equipe, e limita seu tempo e produtividade em tarefas que só podem ser executadas por você. 

Dina Smith, fundadora de uma companhia de desenvolvimento de liderança, compartilhou com a Fast Company algumas dicas para ajudar os gestores a entender seus medos e agir de forma ativa para mudar o hábito. Confira: 

1. Quantifique os custos de não delegar 

A maioria das pessoas tende a ponderar o risco de fazer algo, como delegar, em vez de considerar o risco de não fazer a mesma coisa. Para obter uma perspectiva mais equilibrada e a motivação necessária para mudar seus hábitos, identifique os riscos e custos que você arca ao não delegar. 

Um conselho é quantificar o valor do seu tempo e determinar quanto custa você executar a tarefa em questão. Após isso, calcule a produtividade, o engajamento e outros impactos emocionais em sua equipe devido à sua falta de confiança. Se os custos financeiros e emocionais de curto prazo para você e sua equipe ainda não forem suficientemente atraentes, considere os custos daqui a um ou três anos se você não mudar. 

2. Identifique seus medos e suposições 

Em seu livro Immunity to Change, os professores de Harvard Robert Kegan e Lisa Lahey oferecem um processo robusto que pode ajudar com desafios adaptativos. 

Comece fazendo um inventário comportamental das coisas que você está fazendo - ou não - que estão atrapalham seu objetivo de delegar. Agora, imagine fazer exatamente o oposto desses comportamentos. Quais são os piores medos ou preocupações que surgem para você? Escreva-os. Todos trabalhamos para nos proteger de nossos medos, mas muitas vezes esses medos são baseados em suposições. 
 
Em seguida, identifique as suposições que tornam necessárias suas estratégias de autoproteção. Essas suposições impedem você de delegar mais, a menos que você possa afrouxar o controle delas. Para fazer isso, crie um experimento de delegação de baixo risco (delegar uma tarefa com sem grandes consequências de desempenho) para testar se sua suposição é verdadeira ou se é fruto do seu desejo de segurança. 

3. Aceite que o sucesso depende principalmente de você 

Uma delegação bem-sucedida depende, em grande parte, do líder. Eles precisam promover a comunicação bidirecional de qualidade e oferecer treinamento direcionado. Sim, naturalmente, isso requer um investimento de seu tempo a curto prazo, mas você terá melhores resultados a longo prazo. 
 
Quando quantificaram os custos de não delegar, identificaram e reduziram as fontes de sua resistência e começaram a assumir a responsabilidade, em vez de atribuir a culpa, os líderes tornaram-se delegadores eficazes. Todas as três estratégias foram baseadas em novas formas de pensar que revelavam os comportamentos de uma delegação eficaz. 
 
Se você luta para adotar esse hábito, comece mudando sua mentalidade. Quando você lida com seus medos e muda seu pensamento, fica muito mais fácil assumir comportamentos de delegação novos e mais eficazes. Você e toda sua equipe serão beneficiados.