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Companhias chinesas estariam desenvolvendo central de aplicativos própria

Objetivo seria criar uma loja opcional para rivalizar com a Play Store, do Google

Da Redação

11/02/2020 às 14h00

Foto: Shutterstock

Fabricantes de smartphones chinesas estão se unindo para cria uma plataforma que permita a desenvolvedores de outros países criarem aplicativos que teriam upload simultâneo em suas lojas de apps. Segundo analistas, o movimento teria a intenção de diminuir a participação de mercado da Play Store, central de aplicativos do Google. 

Segundo a Reuters, o projeto se chama o Global Developer Service Alliance (GDSA) e envolveria os esforços da Xiaomi, Huawei, Oppo e Vivo. O lançamento desse hub estaria agendando para março - mas pode mudar, por conta do surto do coronavírus. O protótipo existente contemplaria nove regiões, em especial mercados emergentes como Rússia, Indonésia e Índia. 

Nenhuma das companhias quis comentar a notícia. Caso o lançamento dessa plataforma se concretize, seria de fato um player forte contra a empresa de Mountain View. Juntas, as empresas reuniram 40% das remessas globais de smartphones realizaram no quarto trimestre de 2019, de acordo com a consultoria IDC

Em contrapartida, a Play Store é a principal central de apps, por conta da predominância de smartphones Android. Segundo analistas da Sensor Tower, a divisão faturou US$ 8,8 bilhões em 2019. Livros e filmes também são vendidos por esse canal, que cobra uma comissão de 30% pelas vendas feitas. 

A GDSA teria como vantagem para os desenvolvedores maior exposição na sua fase inicial, já que um das principais queixas do produto do Google está na dificuldade de se destacar quando não se é um estúdio de referência. Porém, existe o desafio de organizar essa central entre quatro empresas, o que exigiria uma delicada coordenação de direitos e deveres. 

Dentre as empresas citadas, a Huawei seria a que mais se beneficiaria da parceria: sem acesso ao Sistema Operacional da Google por conta de um bloqueio imposto pelo governo dos Estados Unidos, a companhia desenvolveu seu próprio sistema (o HarmonyOS), mas dividir uma central de apps com outras marcas famosas (com destaque para a Xiaomi, com forte presença internacional) seria um bom fator competitivo. 

*Com informações da Reuters