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WhatsApp Payments deve chegar ao Brasil ainda este ano

Ferramenta de pagamento passou por período de testes na Índia e deve ser habilitado para mercados emergentes entre segundo e terceiro trimestre

Da Redação

04/02/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Enquanto os projetos da criptomoeda Libra prometem tomar alguns anos até resultarem em uma moeda de fato, o Facebook está expandindo sua presença financeira por meio de outras plataformas.  

Durante a conferência com investidores via telefone, realizada logo após a apresentação dos resultados financeiros de 2019, o CEO e cofundador Mark Zuckerberg informou que o serviço de transferência de valores via WhatsApp deverá chegar ainda em 2020 a mercados emergentes, como Brasil, Índia e Indonésia. 

Novo recurso, novos negócios 

Chamado Payments, serviço usará a base do mensageiro para se interligar a bancos e transacionar valores entre pessoas, foi testado no mercado indiano durante 2018, mas teve o sistema bloqueado por não estar de acordo com todas as licenças exigidas pelo governo para autorizar negócios que envolvam pagamentos digitais. 

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Ainda não ficou claro como serviço irá se adequar às regulações financeiras de cada país. Na Índia, por exemplo, o “Payments” funcionava integrado ao Unified Payments Interface (UPI), sistema regulado pelo Banco da Reserva da Índia que se conecta com a conta corrente do usuário para realizar a transferência. 

Porém, esse tipo de serviço não está disponível em todos os mercados, então existe a possibilidade de que a versão oficial surja dentro de um formato similar ao de uma carteira digital, no qual a pessoa “carrega” um valor. 

De acordo com Zuckerberg, a implementação do novo serviço deve ocorrer “nos próximos seis meses”. Caso não ocorra atraso adicional, será possível conferir a novidade entre julho e agosto desse ano. 

A estratégia reforça o novo posicionamento do Facebook com a plataforma de mensagens. Durante anos, a companhia pensou em rentabilizar o WhatsApp com o oferecimento de anúncios na tela inicial do serviço. Mas, recentemente, aproveitou o fato de que o app é utilizado por comerciantes para investir em ferramentas que fidelizem esse público. 

*Com informações do Mobile Time