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Empresas com governança da inovação têm receita duas vezes maior

De acordo com estudo da Accenture, esforço em desenvolver políticas dentro dessa área ainda é muito pequeno dentro das organizações

Da Redação

31/01/2020 às 14h00

Foto: Shutterstock

Menos de uma em cada oito empresas conta com ações de governança extensiva da inovação, e as que o fazem apresentam duas vezes o crescimento da receita em comparação com empresas que optam por uma governança mais acidental da inovação, mostra novo estudo da Accenture.

O dado consta no estudo Governing Innovation: The Recipe for Portfolio Growth, desenvolvido para analisar como as empresas aplicam diferentes tipos de inovação em seus portfólios, além de ajudar os executivos a entenderem como aplicar ações de governança mais estratégicas a fim de obter melhores retornos dos seus investimentos em inovação. 

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A pesquisa contou com um levantamento global junto a executivos de mil empresas, que tiveram suas finanças analisadas e resultados discutidos com especialistas em inovação do mercado e do meio acadêmico. 

De todas as corporações analisadas, apenas 12% fazem a governança da inovação de forma extensiva. Entre 2013 e 2018, a média da taxa anual de crescimento composto (CAGR) dessas empresas foi 5,9%, contra média de 2,9% para os demais 88% das empresas que optam por governar a inovação de forma mais aleatória. 

Planejar é preciso 

Enquanto 84% dos executivos entrevistados afirmaram que governam a inovação de forma centralizada - por exemplo, por meio da figura de um comitê ou de um diretor de inovação (CIO) - o estudo observa que a tomada de decisão e a gestão centralizadas podem não ser suficientes. 

"Muitos ainda enxergam a inovação como aquela força criativa que não pode ser controlada, mas nosso estudo mostra que uma abordagem sistêmica da gestão e a governança extensiva da inovação pode ter impacto financeiro significativo", explica Paul Daugherty, CTIO da Accenture.

A Accenture constatou que as empresas conseguem ter um controle maior sobre seus investimentos em inovação ao seguirem pelo menos alguns dos doze rituais da governança - quanto mais rituais seguirem, maior o crescimento do faturamento.  Segundo a empresa, os chamados rituais de segurança se consistem nos seguintes tópicos: 

Inspirar 

  • Posicionar a inovação no centro da estratégia corporativa; 
  • Comunicar de forma ativa a agenda de inovação; 
  • Construir uma cultura de inovação;

Idear

  • Incentivar que todos gerem ideias para a criação de serviços melhores do que os atuais; 
  • Fomentar diversidade dentro dos times de especialistas para gerar novas soluções; 
  • Identificar ideias disruptivas com a ajuda de parceiros técnicos; 

Experimentar 

  • Planejar investimentos em experimentações dentro do orçamento; 
  • Financiar de forma gradual investimentos experimentais; 
  • Conduzir investimentos experimentais dentro de um ambiente de inovação; 

Escalar 

  • Escalar em conjunto com parceiros tecnológicos; 
  • Escalar com parceiros talentosos; 
  • Escalar dentro de um ambiente de inovação digital; 

E esse posicionamento mais estratégico é visto de forma positiva pelas organizações. Segundo a consultoria, as empresas que abordam a inovação de forma mais aleatória hoje, mas planejam uma mudança para um estilo de governança extensiva da inovação, esperam mais que dobrar o crescimento anual composto da receita em nível de portfólio - de 2,9% para 6,5%, em média.