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Unicórnios financeiros: startups com mais chances de chegar a US$ 1 bilhão

Pesquisa analisou mercado brasileiro para sinalizar possíveis companhias que podem atingir alto valor de mercado; conheça os nomes

Da Redação

28/01/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

Apesar de o ano passado não ter sido dos melhores para o cenário global de startups, a América Latina como um todo foi a exceção que confirma a regra.

As marcas brasileiras viveram em 2019 o período de ouro no quesito investimentos, sendo que o mercado recebeu no total US$ 2,7 bilhões, distribuídos em 260 rodadas. 

Ao analisar esse valor compartilhado por segmento, fica claro que o setor de fintechs, composto por startups que aplicam tecnologia neste mercado. Dos US$ 2,7 bilhões de capital injetado no país, US$ 935 milhões foram parar dentro de empresas que atuam no ramo. Um salto de US$ 338 milhões (ou 276%) do mesmo movimento testemunhado em 2018, de acordo com a consultoria Distrito. 

Por fatores como a alta adaptabilidade do brasileiro com o uso da tecnologia e a desbancarização desse público tornam o mercado de fintechs um dos mais atraentes para investidores. Não é por menos que o Nubank, uma das primeiras empresas do setor, já possui um valor de mercado acima de US$ 10 bilhões.  

Devido a visibilidade da área, especialistas acreditam que o setor de tecnologia em finanças será um dos com maiores chances de receber novos unicórnios durante 2020. Mas, dentro de um mercado com mais de 600 marcas, quais são as empresas que estão em posições mais adiantadas nessa corrida? 

Empresas para ficar de olho 

A Tracxn, empresa de análise que monitora dados de startups, uma lista de fintechs brasileiras que devem ultrapassar a tão sonhada marca. Para construir sua lista de apostas, a empresa avaliou aspectos como tamanho, investimentos, excelência na execução e perspectivas de crescimento futuro. 

Análise terminada, a empresa chegou na seguinte lista de potenciais unicórnios: 

  • ContaAzul 

Ano de fundação: 2012 | Investimento já levantado: US$ 41 milhões

Focada no mercado B2B, atendendo a empresas e contadores autônomos, companhia fornece serviços como geração de folha de pagamento e controle de contas a pagar e a receber.  

  • Creditas 

Ano de fundação: 2012 | Investimento já levantado: US$ 312 milhões 

Atua no mercado de empréstimos on-line, permite que clientes utilizem bens como automóveis e casas como garantia para negociações. 

  • GuiaBolso 

Ano de fundação: 2012 | Investimento já levantado: US$ 77 milhões 

Marca conhecida principalmente pelo aplicativo, que realiza gestão de finanças dos usuários, ao monitorar os gastos realizados, e possibilita empréstimos; 

  • Neon 

Ano de fundação: 2016 | Investimento já levantado: US$ 121 milhões 

Focada no consumidor final, empresa oferece produtos como cartão de débito e conta corrente. Também conta com serviços digitais para pessoas jurídicas, especialmente freelancers ou profissionais autônomos.  

  • WEEL 

Ano de fundação: 2014 | Investimento já levantado: US$ 45 milhões 

Opera no mercado de antecipação de recebíveis, fornecendo capital para pequenas e médias empresas, dentro de um prazo de avaliação que pode chegar a 15 minutos. 

Promessas 

Além dos futuros unicórnios, a Tracxn também apresentou fintechs em crescimento (que já passaram pela primeira fase de rodadas com investidores) com potencial para integrar essa lista no futuro: 

  • Bidu 
  • Contabilizei 
  • Cora 
  • FinanZero 
  • Gorila Invest 
  • IdWall 
  • Magnetis 
  • Órama 
  • Pier 
  • Pitzi 
  • REBEL 
  • RecargaPay 
  • Toro Investimentos 
  • Vindi 
  • Warren 
  • Zoop 

Além do aumento de investimentos externos, liderados pelo banco japonês SoftBank, já existe uma estrutura interna criada para promover orientação e investimentos iniciais a startups brasileiras. 

Entre os exemplos, podemos citar empresas de investimento como Redpoint e a argentina Kaszek, que já estão na região há mais tempo, como também hubs de inovação patrocinados por grandes empresas, como o Cubo, do Itaú Unibanco, e o Habitat, do Bradesco

*Com informações da Reuters