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Gigantes de tecnologia podem encarar novo imposto digital ainda neste ano

OCDE pretende lançar bases para um imposto digital internacional sobre empresas como Amazon, Facebook e Google

Da Redação

24/01/2020 às 17h35

Foto: Shutterstock

Gigantes de tecnologia como Google, Facebook e Amazon, podem ter de vir a encarar uma nova taxação sobre suas receitas. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o secretário-geral da Organização para o Desenvolvimento Econômico e Cooperação (OCDE) disse, em entrevista à Agência France Presse, que pretende lançar as bases para um imposto digital internacional sobre as gigantes de tecnologia.

Entretanto, a matéria é sensível. Isso porque há em curso um movimento de países taxarem as grandes techs norte-americanas de forma independente. A Europa segue dividida sobre o assunto. À France Presse, Gurria se mostrou otimista sobre o tema. Disse acreditar que existem condições para não só lançar as bases de um acordo internacional de um imposto digital como o mesmo entrar em vigor ainda neste ano. “É possível”, afirmou.

Vale lembrar que em 2019 um acordo nesta direção parecia fadado ao fracasso. Uma vez que os países membros da OCDE não concordaram com um texto apresentado ao G20. Isso muda agora, segundo o secretário-geral. “Na época, não achamos que poderíamos fazê-lo este ano”. Mas acredita que um espaço de consenso poderia se abrir agora.

França, Espanha, Grã-Bretanha anunciaram intenção de tributar as grandes empresas de tecnologia uma vez que um acordo com a OCDE e com a União Europeia não chegou a um consenso.

Os Estados Unidos reagiu na fala do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin. Ao Wall Street Journal, ele alertou que caso Itália e Reino Unido apliquem impostos sobre empresas de tecnologia americanas, tarifas americanas também seriam adotadas sobre produtos importados daqueles países.

Segundo informações do jornal O Globo, a CFO do Google, Ruth Porat, já teria afirmado apoiar as negociações supervisionadas pela OCDE, com sede em Paris. "Somos muito francos: apoiamos a iniciativa da OCDE", afirmou a executiva.