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Nos preparativos para IPO, Airbnb aprimora política de governança

Companhia anunciou a criação de um comitê focado em garantir qualidade dos serviços prestados; bônus financeiros estarão atrelados às métricas

Da Redação

23/01/2020 às 14h00

Foto: Shutterstock

Há alguns anos a startup de acomodações Airbnb já sinalizou que estimava para 2020 sua entrada oficial na Bolsa de Valores. Mas, com os resultados negativos de unicórnios como Uber e WeWork, em conjunto com problemas da própria companhia, ela viu a necessidade de estruturar melhor seu negócio antes de abrir capital. 

Em uma postagem publicada recentemente, a empresa comunicou sua nova governança estratégica, com foco em aspectos como segurança, sustentabilidade, diversidade e responsabilidade. 

Além de identificar os parceiros essenciais para o seu negócio (Hóspedes, Anfitriões, Comunidade, Acionistas e Colaboradores) a startup definiu métricas que a ajudarão a entender se a qualidade do serviço oferecido está crescendo. 

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Para garantir que essas métricas sejam mantidas e, caso não, ajustadas, o Airbnb anunciou um Comitê de Stakeholders dentro do Conselho de Diretores, que será comandado pela então COO Belinda Johnson. A firma também irá 'linkar' a realização de métricas como segurança para conceder benefícios como bônus de performance para os funcionários. 

O Airbnb também anunciou um programa que investirá US$ 100 milhões em iniciativas para os próximos dez anos para iniciativas locais dentro das comunidades estão mais presentes dentro da plataforma. Por fim, a startup também informou que organizará um evento chamado “Stakeholder Day”, na qual os acionistas receberão um relatório mais detalhado sobre o desenvolvimento dos seus negócios. 

Fundada em 2008 e com um valor de mercado privado avaliado em US$ 31 bilhões, o Airbnb já enfrentou sérios questionamentos, desde a dificuldade de obter reembolsos por quartos que não condiziam com a realidade, passando pela pressão sofrida pelos funcionários para incluírem mais acomodações na plataforma e problemas como gentrificação, quando os preços de uma região ficam tão altos que os moradores locais precisam se mudar para locais mais periféricos. 

Com as novas políticas, a empresa espera promover uma política mais rígida em diversos aspectos, como fiscalização mais rígida de quartos e apartamentos antes de inclusão na base de dados e maior transparência nos processos adotados.