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ByteDance se prepara para investir pesado no mercado de games mobile

Dona do TikTok, companhia chinesa está comprando estúdios de animação e recrutando experts do setor para avançar no lucrativo mercado

Da Redação

22/01/2020 às 14h00

Foto: Shutterstock

Bastante conhecida no exterior por conta do app de vídeos TikTok, a chinesa ByteDance quer expandir sua influência (e renda) dentro e fora do seu país de origem. De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a empresa está se preparando para lançar uma vertical dedicada a jogos de alto padrão, numa clara tentativa de fazer frente a rivais como Tencent (que possui títulos como PUBG e Call of Duty). 

Esse movimento não é o primeiro da empresa dentro do setor: ela já contava com versões mais simples de jogos mobile, todos com lucro focado na clicagem de anúncios. Agora, a BD está investindo em títulos mais sofisticados, nos quais a jogabilidade é gratuita, mas a aquisição de itens (que tornam a história mais interessante) é feita por meio de compras internas no app (também chamadas de in-app purchases). 

Esse mercado de compras paralelas é gigantesco: de acordo com consultoria App Annie, 72% dos US$ 310 bilhões gastos dentro de smartphone foram direcionados para o consumo de algum tipo de game. 

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Para entrar nesse mercado, a ByteDance aposta principalmente na audiência já adquirida entre o público jovem (por meio do TikTok) a fim de impulsionar os produtos que serão lançados. Ao longo dos últimos meses, a empresa comprou estúdios de jogos e montou uma equipe de mais de 1 mil pessoas (entre nomes famosos do mercado) para a produção de seus primeiros títulos, que devem ser publicados até maio deste ano, de acordo com uma fonte ouvida pela Bloomberg. 

Além da disputa natural entre produtos, a companhia pode ter que enfrentar um desafio extra: a aprovação do governo chinês, que revisa todos os jogos lançados dentro do país e em outras situações anteriores bloqueou por meses o lançamento de atualizações e novos jogos. 

Porém, os obstáculos valem a pena: dentro da China, nenhuma empresa pode se chamar de gigante sem ter uma presença consolidada no setor. Além do mais, com a diminuição de usuários e questões de privacidade levantadas por governos como o dos Estados Unidos, ter uma renda recorrente dentro de um modelo de negócio mais tradicional traz mais segurança financeira para a marca. 

Procuradas pela Bloomberg, tanto Tencent como ByteDance não quiseram se pronunciar sobre a notícia.