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Fitbit e Garmin na mira da Philips por suposto roubo de patentes

De acordo com investigação, marcas teriam utilizado de forma ilegal em seus produtos tecnologias da empresa holandesa

Da Redação

14/01/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

Na última sexta (10), chegou ao conhecimento público uma investigação solicitada pela Philips para a Comissão Internacional de Comércio (ITC) dos Estados Unidos, com o  objetivo de averiguar se empresas fabricantes de smartwatches, como Fitbit e Garmin, teriam roubando tecnologias de sua propriedade. 

De acordo com a investigação aberta pela ITC, a comissão está investigando “dispositivos, sistemas e componentes de monitoramento vestíveis”, com a alegação de que essas empresas teriam violado patentes da Philips ou se apropriado indevidamente da sua propriedade intelectual. 

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Segundo o portal americano The Verge, as acusações feitas pela Philips têm como base a aplicação de quatro tecnologias patentes: monitoramento de movimentos, alarmes, economia de energia e parâmetros fisiológicos. Todas essas tecnologias estão presentes no Philips Health Watch, relógio inteligente criado pela empresa em 2017. 

De acordo com um porta-voz da Philips, a companhia tentou negociar licenças de uso com Fitbit e Garmin (algumas das principais empresas do setor) por três anos, mas a negociação não teve sucesso. Por conta do acesso anterior às tecnologias desenvolvidas, a empresa acredita que seus produtos foram utilizados pelas rivais para melhorar as próprias aplicações. 

Em entrevista à Reuters, a Fitbit (que foi comprada pelo Google em 2019) negou todas as acusações e afirmou que elas “não têm mérito e são resultado do fracasso da Philips em prosperar no mercado de wearables.”

De acordo com a ITC, o órgão está analisando o caso e, em fevereiro, irá informar se a denúncia tem ou não validade.