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Lime encerra operação no Brasil após seis meses

Gigante dos patinetes anunciou decisão de cortar 14% de suas operações globais

Da Redação

10/01/2020 às 15h00

Foto: Shutterstock

A Lime, empresa que oferece aluguel de patinetes elétricos por aplicativo, anunciou nessa quinta-feira (9) que está deixando sua operação no Brasil e em mais cinco cidades da América Latina (Bogotá, Buenos Aires, Montevidéu, Lima e Puerto Vallarta). Outras quatro cidades nos Estados Unidos e mais uma na Áustria (Linz) também não contarão mais com seus patinetes. As informações são do Estadão.

A empresa estreou em São Paulo e no Rio de Janeiro em junho de 2019. Avaliada em US$ 2,4 bilhões, a Lime recebeu em 2018 um investimento da Uber, o seu maior investidor, e da Aphabet, companhia mãe do Google, num total de US$ 335 milhões.

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Em 2019, a startup, entretanto, teve um prejuízo cujas estimativas do mercado apontavam para cerca de US$ 300 milhões. A decisão de cortar 14% das operações mundo afora faria parte da sua estratégia de superar essas dívidas. A previsão é que as operações em São Paulo sejam finalizadas ainda em janeiro de 2020 e no Rio de Janeiro nos próximos meses.

Brad Bao, CEO da Lime, explica que o objetivo do corte é conseguir independência financeira em 2020. “Estamos confiantes de que a Lime será a primeira companhia da nova geração de mobilidade a atingir lucratividade”, escreveu em comunicado.

A startup de patinetes elétricos Grow mantém sua operação em diversas cidades brasileiras, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Campinas e São José dos Campos. Há também a Scoo, uma startup brasileira que oferece patinetes elétricos na cidade de São Paulo e a Uber, que tem uma operação ainda em fase de destes em Santos (SP).