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Xiaomi planeja investir US$ 7,2 bilhões em 5G, AI e IoT até 2025

Estratégia da companhia está em investir em novos negócios para não perder espaço no concorrido mercado de dispositivos móveis

Da Redação

06/01/2020 às 14h00

Foto: Reprodução

Lei Jun, fundador da Xiaomi, fez um anúncio no perfil da companhia na plataforma chinesa WeChat informando que a companhia irá investir ao menos 50 bilhões de yuans (ou US$ 7,2 bilhões) em tecnologias como 5G, inteligência artificial e internet das coisas. 

A iniciativa da marca tem como objetivo reforçar suas linhas de negócio para sobreviver ao mercado do futuro, que promete ser bastante competitivo.  

“Peço a todos os Xiaomiers [nome que os funcionários da marca usam para se identificarem] que sigam cinco diretrizes, que devemos fazer amizade com nossos usuários, manter a estratégia de custo-benefício, priorizar inovações tecnológicas, insistir em fornecer produtos da melhor qualidade e manter nossa mentalidade empreendedora e espírito de luta", escreveu Lei. 

Mirando o mundo lá fora 

Fundada em 2010, a companhia iniciou sua operação na venda de smartphones de modelos simples, mas com com preço. Ao longo dos anos, abriu linhas de licenciamento e hoje comercializa de patinetes elétricos a aparelhos de massagem facial. Com os investimentos projetados, espera se manter bem posicionada dentro de mercados como smart homes e dispositivos como smartwatches. 

Porém, a linha de receita principal da marca ainda está dentro do mercado de smartphones, que no terceiro trimestre de 2019 correspondeu a 60% da receita da marca. E é nesse setor no qual a empresa está enfrentando uma acirrada competição — dentro e fora do seu país. 

Para se ter uma ideia, o número de remessas de smartphones da Xiaomi dentro da China caiu mais de 30% entre o terceiro trimestre de 2018 e 2019, de acordo com a IDC. Globalmente falando, a queda foi de 3,3% 

E quem esta na dianteira desse mercado? A Huawei, que cresceu 42% durante o mesmo período, crescendo um total de 64,6% na métrica ano a ano. 

Com esse cenário, a companhia está apostando no mercado externo. Em seu relatório de terceiro trimestre, a Xiaomi afirmou que as vendas externas aumentam 17% na métrica ano a ano, responsáveis por 48,7% da receita total da firma. 

*Com informações da ZDNet 

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