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Cientista que modificou genética de bebês é condenado a prisão na China

He Jiankui, que utilizou o sistema Crispr-Cas9 para modificar o genoma das crianças, foi condenado a três anos e multa de US$ 430 milhões

Da Redação

03/01/2020 às 14h00

Foto: Shutterstock

Chegou ao fim no final do ano o julgamento de He Jiankui e sua equipe na China pela acusação de exercício ilegal da Medicina. Jiankui e mais dois membros de sua equipe utilizaram o sistema Crispr-Cas9, que permite alterar parte do código genético, para realizar mutações no DNA de três crianças recém-nascidas. Todos os envolvidos foram condenados à prisão e pagamento de multa. 

Por ter liderado os experimentos, Jiankui foi condenado a três anos de reclusão (que pode ser transformada para semiaberto) e pagamento de 384 milhões de euros (ou US$ 430 milhões). Zhange Renli (cuja profissão não foi divulgada), foi condenado a dois anos de prisão e 1 milhão de yuanes de multa; já Qin Jinzhou ficará 1 ano e meio em liberdade condições, sob pagamento de 500 mil yuanes. 

O governo chinês tinha uma regulamentação que proibia a manipulação genética de embriões, mas nenhuma penalidade para os infratores. Com o encerramento do caso, o país estipulou uma multa de 100 mil yuanes. 

Para lembrar 

O caso ganhou os noticiários de surpresa em 2018, quando o Jiankui anunciou o nascimento de gêmeas com o DNA modificado para resistir ao vírus HIV do paí. Em 2019, o governo chinês informou que outra criança com o genoma modificado estava para nascer. 

A notícia gerou uma série de críticas em todo o mundo por conta das consequências que essa ação poderia desencadear na saúde das crianças (a manipulação do Crispr-Cas9 ainda não é tão sofisticada e precisa).

Acusada de "lavar as mãos" para o caso, a China suspendeu as atividades de Jiankui e abriu uma investigação policial contra o cientista, concluída agora com sua prisão e multa. 

O paradeiro e identidade real das crianças não foi notificado. 

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