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Quais são as marcas com maior nível de maturidade digital no Brasil?

Inédito, ranking analisa presença digital de 284 marcas no segundo semestre de 2018 para entender nível de expertise na web; maioria ficou no ‘básico’

Da Redação

17/12/2019 às 8h00

Foto: Shutterstock

A unidade brasileira da agência Isobar (que pertence ao grupo Dentsu Aegis Network) divulgou recente a primeira edição local do seu Índice de Maturidade Digital (IMD), criado para analisar como as principais marcas que atuam no país se encontram na caminhada para a transformação digital. 

Para realizar o estudo, a empresa analisou 284 marcas que atuam no Brasil ao longo do segundo semestre de 2018. Foram contempladas firmas que atuam dentro dos setores de Varejo, Bens de Consumo, Saúde e Educação e Ensino.  

A maioria das empresas que estão no ranking gerou faturamento superior a R$ 1 bilhão as exceções ficaram por conta de companhias que, mesmo com desempenho inferior, são bastante expressivas dentro do seu meio de atuação. 

Segundo o estudo, que pode ser acessado na íntegra nesse link,
cada uma das marcas foi analisa em três dimensões: mobile (tanto a
responsividade de um site para o smartphone como a qualidade de um
aplicativo), social (tamanho do perfil, periodicidade de postagens e
engajamento) e search (com a marca está posicionada da busca orgânica do Google para mobile e desktop). 

Para Jacqueline Santos, gerente de projetos da Cosin Consulting, ter uma marca forte dentro do ambiente digital será um fator cada vez mais decisivo para que uma empresa continue competitiva para o consumidor.

“É absolutamente necessário garantir que o cliente esteja no centro da estratégia de qualquer negócio. Neste sentido, a transformação digital mudou a forma como nos relacionamos com este cliente, desde aspectos associados à forma como buscamos conhecê-los, como também pelas diferentes formas de nos relacionarmos e interagirmos", afirma.

Maturidade ‘Básica’ é maioria 

Segundo o IMD 48,6% das marcas analisadas no estudo ainda estão no nível de maturidade digital Básica, que compreende empesas “apoiadas somente em uma dimensão digital (Mobile, Social ou Search) ou apoiadas em duas ou em todas elas, porém de forma tímida.” 

O segundo percentual mais expressivo é o de empresas maduras, com 32,42%. O estudo coloca nessa classificação marcas “bastante avançadas em duas ou três dimensões (Mobile, Social ou Search), mas sem integrá-las em uma única estratégia.” 

Cerca de 15,2% das companhias analisadas estão no estágio iniciante, com resultados pouco expressivos no meio digital, e apenas 3,75% das marcas são consideradas Experts, companhias com “amplo domínio de todas as plataformas e ferramentas oferecidas pelas três dimensões, as quais estão integradas em uma única estratégia.” 

Reunindo as três dimensões, o índice apontou as dez marcas que oferecem a melhor experiência digital aos clientes. São elas:  

  • Nike 
  • Burger King 
  • Magazine Luiza 
  • Petz 
  • Cobasi 
  • Havan 
  • Adidas 
  • Chilli Beans  
  • Lojas Renner 
  • Ponto Frio 

Outros insights 

Ao analisar os resultados por dimensão, os segmentos de moda e supermercado apresentaram nível de maturidade superior dentro do aspecto mobile, com soluções mais responsivas e aplicativos com melhores funcionalidades. Já os setores de educação e ensino e alimentação ainda está no nível mais inicial do uso dessa ferramenta. 

No campo social, apesar do destaque dos mercados de cosméticos, moda, montadoras e móveis/eletroeletrônicos, a percepção geral do estudo é de que a maioria das marcas “ainda utiliza as redes sociais mais com foco na disseminação de suas mensagens”, sem aproveitar a capacidade de alcance e segmentação oferecidas pela plataforma. 

E no quesito busca (search), o segmento de varejo pet foi melhor avaliado, apresentando boa presença em pesquisas orgânicas. Essa área aliás, é um dos que o estudo acredita ter maior potencial de melhorias para as firmas.  

“Inúmeras empresas não aparecem nos resultados da busca orgânica em mais e 30 combinações óbvias de palavras-chave. A dificuldade é ainda maior entre os fabricantes, que são ofuscados pelos resultados de varejistas”, aponta o estudo. 

Outro ponto de atenção para as marcas, na avaliação do IMD, está em aumentar a integração entre as estratégias das dimensões Mobile, Social e Search “de forma que uma possa alavancar a outra e, assim, produzir resultados mais efetivos.”