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China vai banir uso de tecnologia ocidental em órgãos públicos

Bloqueio, que irá atingir hardwares e softwares criados por empresas ocidentais (em especial, americanas), ocorrerá de forma gradual

Da Redação

10/12/2019 às 8h00

Foto: Shutterstock

As autoridades chinesas ordenaram a troca de todos os computadores, sistemas operacionais e aplicações (hardwares e softwares em geral) usados na administração pública do país que não sejam de origem ou fabricação nacional chinesa. Todos os órgãos de administração pública terão um prazo de até três anos para realizar esse processo.  

A decisão foi tomada após um pedido do alto escalão do governo chinês realizado no começo deste ano. Essa não é a primeira vez que a China tenta banir tecnologia estrangeira: em 2014, equipamentos que funcionavam por meio dos softwares Android (para celulares) e Windows (computadores) entraram na mira do governo. Mas como, na época, o país não tinha produtos nacionais capazes de substituir o uso dessas aplicações, o plano foi cancelado. 

Mas agora a situação é diferente: nos últimos anos, a China viveu um salto tecnológico que permite um “boicote” do gênero sem afetar a produtividade interna. Dentro do novo modelo proposto, a meta é substituir 30% dos computadores e softwares até o final de 2020, os outros 50% até o final de 2021 e os 20% restantes em 2022. 

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Conflitos internacionais

As impressoras, comumente fabricadas por empresas como a HP, por exemplo, deverão ser substituídas. Processadores de computadores da Intel e AMD também devem desaparecer, sem contar os processadores gráficos da Nvidia e Radeon, além de muitos outros equipamentos e softwares ocidentais que serão substituídos por tecnologia chinesa.  

Impossível não associar essa notícia com os momentos de tensão vividos entre Estados Unidos e China. Em maio deste ano, o governo norte-americano adicionou empresas chinesas à conhecida “Lista Proibida de Trump”, seleção de empresas chinesas que estariam proibidas de comercializar com os Estados Unidos.  

E, logo em agosto, o governo norte-americano também não atendeu a pedidos de empresas que gostariam de negociar com a chinesa Huawei, fabricante de smartphones e fornecedora de tecnologias de comunicação.

*Com informações do Financial Times 

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