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Nem tão cedo: leilão do 5G pode ser adiado para 2021

Teles e fabricantes acreditam que leilão pode ser adiado para agradar o governo norte-americano

Da Redação

03/12/2019 às 9h00

Foto: Shutterstock

As ambições do 5G no Brasil podem ficar um pouco mais distantes. Por conta da guerra tecnológica entre os Estados Unidos e a China, operadoras de telefonia, fornecedores e fabricantes estariam considerando a possibilidade de o governo brasileiro adiar o leilão do 5G.

De acordo com informações da Folha de São Paulo, os EUA estariam trabalhando para que empresas chinesas não atuem no mercado de países aliados, incluindo o Brasil. Segundo as empresas do setor, o presidente Jair Bolsonaro cogitaria dar mais um ano para que os norte-americanos aprimorem a sua tecnologia 5G, podendo concorrer com a chinesa Huawei no fornecimento de equipamentos para o Brasil. Apesar disso, o governo nega a protelação.

Julio Semeghini, secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, afirma que o leilão deve ser realizado até o final de 2020.

Conforme apontado pelas fontes ouvidas pela Folha de S. Paulo, o aumento do prazo mostraria a cooperação do Brasil com os EUA, evitando conflitos com o presidente estadunidense, Donald Trump.

A justificativa dada pelo governo norte-americano seria a parceria estratégica de segurança com o Brasil ficaria comprometida caso a Huawei forneça os equipamentos das redes 5G.

Interlocutores do governo disseram à Folha que os EUA avisaram que determinadas informações não poderiam ser compartilhadas com países que dependam de redes de fabricantes chinesas.

A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, deve definir as regras do leilão no dia 12 de dezembro.

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