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O papel do ecossistema de tecnologia na adoção do 5G

Ao contrário do que se pensa, grande onda do 5G não será surfada apenas por empresas de telefonia

Marisol Lorenzo Rogel Penante*

29/11/2019 às 14h00

Foto: Shutterstock

O 5G começa a chegar ao Brasil com operadoras realizando testes com a tecnologia e a efetiva implementação sendo prevista para logo após o leilão de frequências anunciado para 2020.

Enquanto isso, países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Catar já utilizam a quinta geração de conexão móvel que traz mais velocidade para os acessos a rede, além de viabilizar uma infinidade de novos serviços, alguns deles tais como: carros autônomos, realidade aumentada como ferramenta de ensino e tantas outras aplicações relacionadas a IoT (internet das coisas), como casas conectadas e inteligentes.

Mas, ao contrário do que se pensa, esta é uma onda que não será surfada apenas por empresas de telefonia. As empresas de tecnologia possuem conhecimento e experiência para colaborar com as telcos na modernização de suas plataformas e no desenvolvimento de novos serviços para os mais diversos setores da indústria utilizando a evolução da conectividade disponibilizada pelo 5G.

A baixa latência oferecerá a rapidez de resposta necessária para que novas aplicações se beneficiem de novas ferramentas, tais como inteligência artificial, análise preditiva e automação. Áreas como educação e saúde por exemplo, podem ser muito beneficiadas por esse novo cenário tecnológico. A telemedicina contará com aplicações mais efetivas, na educação, comunidades remotas hoje com restrição de conectividade, poderão acessar plataformas de ensino à distância interativas, entre outros exemplos.

Nesse ecossistema de transformação, as empresas de tecnologia têm um papel fundamental ao ajudar as companhias de telecomunicações a modernizar suas plataformas e operações para levar os benefícios do 5G aos usuários finais, principalmente por meio de arquitetura de redes e ferramentas de gestão baseados em padrões abertos.

Esse modelo permite que tenhamos vários players competindo e colaborando por uma mesma fatia de mercado, tornando o processo de inovação e busca por novas soluções mais rápido, com as operadoras sendo as habilitadoras de novos serviços, levando-os aos usuários.

Tecnologias como inteligência artificial, blockchain, automação baseada em modelos analíticos e preditivos trazem mais agilidade e eficiência na operação das empresas, além de serem habilitadoras para a inovação em novos processos, serviços e modelos de negócios.

Para as Telcos, é fundamental que tenham um plano de execução da jornada de transformação, pois por exemplo, sob a ótica de Inteligência Artificial, precisam gerenciar várias tecnologias para obterem o maior benefício do grande volume de dados que tratam hoje enquanto capitalizam o crescente volume de informação adicional proveniente de suas conexões de rede através de uma infinidade de novos sistemas, dispositivos e sensores.

Além disso, as operadoras também devem ter uma abordagem de adoção de cloud abrangente, uma vez que devem levar em consideração as necessidades de seus sistemas corporativos, a implementação do 5G e estratégia de aplicações B2B que oferecerão ao mercado.

Em um cenário tecnológico com tanta inovação, com tantas variáveis e evoluindo em complexidade, frequentemente, não há tempo disponível capacitação das equipes de operações com rapidez suficiente para aprender e resolver as questões de modernização das redes e aplicações de amanhã.

Essa é mais uma oportunidade de usar a tecnologia e ferramentas cognitivas para acelerar a transformação das operações e processos. Assim, essa abordagem aberta e holística não apenas permitirá que as empresas de telecomunicações reduzam os custos operacionais, mas também acelerem a inovação e capturem os benefícios de novos negócios.

*Marisol Lorenzo Rogel Penante é VP Communications Sector Leader - Latin America