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Para Visa, fintechs de pagamento continuam maioria no cenário brasileiro

Companhia de pagamentos publicou a segunda edição do Mapa das Fintechs, feito com base nas participantes de seu Programa de Aceleração

Da Redação

22/11/2019 às 20h00

Foto: Shutterstock

A Visa publicou nesta quinta-feira (21) a edição 2019 do Mapa das Fintechs Brasileiras, estudo que traz informações sobre faturamento, obstáculos enfrentados, dados sobre investimentos e detalhes dos profissionais que trabalham nas cerca de 175 startups inscritas no Programa de Aceleração Visa 2019.  

De acordo com o estudo (disponível no formato de infográfico neste link), cerca de 77% das startups brasileiras já mudaram de segmento ou de solução em algum momento de sua existência (ato conhecido como “pivotar” dentro do mercado), sendo que 22% das startups mudaram apenas uma vez e 3% afirmaram ter mudado cinco ou mais vezes de ramo.   

As fintechs que oferecem soluções de pagamentos continuam a maioria em 2019, sendo 20,6%. No entanto, a participação dessa modalidade de negócio diminuiu quase que pela metade com relação ao ano passado, que foi de 40%

A redução é justificada pelo aumento da diversidade de fintechs participantes do programa, que estão explorando outras áreas do setor. 

Dentre os novos negócios, quase 7% delas atuam na área de mobilidade urbana, 6,3% com big data, 5,7% com inteligência artificial, 5% com blockchain e 1,3% com machine learning. O dado é importante porque no ano passado não foram contabilizadas fintechs com foco de atuação em inteligência artificial e machine learning.  

Raio-X de investimentos

Já com relação a investimentos, 55% das fintechs afirmaram não ter recebido investimentos externos até o momento. Das 45% que responderam ter recebido investimento externo, a injeção de capital ocorreu principalmente por meio de aceleradoras (5,4%), investidores anjos (4,5%) e fundos de investimentos (4,5%

Com relação a faturamento mensal, quase 50% respondeu que faturam entre RS$ 5 mil e RS$ 40 mil por mês e outros 21% afirmaram faturar entre RS$ 100 mil e RS$ 500 mil por mês. Apenas 11% ganham menos que R$ 5 mil mensais.  

O estudo cobre também assuntos como principais obstáculos, dificuldades e aquisição de clientes além de revelar informações com relação a equipe, como idade dos profissionais, localidade das equipes, times e pessoas. No caso, São Paulo continua como o estado de origem da maioria das startups, representando 48,8% do total.