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Estudo do CPqD indica que parabólicas e 5G podem conviver sem interferências

Encomendada pelo SindiTelebrasil, relação de testes foi apresentada ao MCTIC como uma opção à migração total de banda C

Da Redação

19/11/2019 às 10h00

Foto: Shutterstock

A pedido da Claro, Telefônica/Vivo, TIM e Oi, o SindiTelebrasil encomendou ao CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) uma bateria de testes para entender se seria possível encontrar uma forma na qual os sinais de antenas parabólicas conseguissem conviver com a futura banda do 5G. E parece que o centro de pesquisa encontrou uma solução. 

Nesta segunda, o SindiTelebrasil apresentou ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) um relatório na qual foram encontradas soluções que viabilizam a convivência técnica entre a faixa de 3,5 gigahertz (que será utilizada pela conexão ultrarrápida) e os sinais de televisão transmitidos via satélite pela Banda C (TVRO). 

De acordo com os dados compartilhados, em testes de laboratório foi possível eliminar 100% da interferência de sinais com o uso de LNBFs mais avançados. A sigla, que significa Low Noise Block downconverter Feedhorn, é utilizada para designar um aparelho colocado para captar o sinal de TV transmitido por satélite. 

A tese do estudo é a de que, caso esses LNBFs mais recentes sejam instalados nas residências que ainda utilizam o sinal da antena parabólica pela banda C (TVRO), será possível a coexistência de ambos os sinais. 

O sindicato espera que o relatório seja analisado e considerado pelas equipes técnicas durante a consulta pública que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fará sobre o 5G. 

Contexto e custos 

Os resultados do relatório são importantes porque podem resolver um dos principais impasses envolvendo a implementação do 5G no Brasil. Em testes anteriores feitos pela Anatel, a agência detectou a interferência entre os sinais em situações mais críticas. 

Por conta dos resultados anteriores, o órgão havia definido que todos os canais que utilizam banda C utilizada para antenas parabólicas (TVRO) deveriam migrar para a banda Ku, de forma a evitar que algum serviço fosse prejudicado. 

Caso a solução proposta pelo CPQD seja validada pela Anatel, existe a possibilidade de que esse movimento não precise ser realizado e apenas a adequação seja necessária. 

De acordo com fontes ouvidas pelo Valor Econômico, a opção que utiliza LNBFs de última geração também apresenta redução significativa de custos. Enquanto a instalação do aparelho em residências é um processo que gastaria entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, toda a migração de bandas custaria cerca de R$ 9 bilhões, segundo as teles. 

*Com informações do Telesíntese e Valor Econômico