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Pesquisadores alertam sobre novas vulnerabilidades encontradas no 5G

Segundo estudo, falhas permitem rastrear a localização do celular e até mesmo transmitir alertas de emergência falsos

Da Redação

14/11/2019 às 10h47

Foto: Shutterstock

O 5G é mais rápido e mais seguro que o 4G. Mas uma nova pesquisa mostra que também há vulnerabilidades que podem colocar a cibersegurança de usuários em risco. De acordo com informações do TechCrunch, pesquisadores de segurança da Purdue University e da Universidade de Iowa descobriram cerca de dez vulnerabilidades, que, segundo eles, podem ser usadas para rastrear a localização de vítimas em potencial em tempo real, falsificar alertas de emergência ou desconectar completamente um celular conectado à rede 5G.

Apesar de ser considerado mais seguro que o 4G, as descobertas dos pesquisadores confirmam que algumas falhas minam as novas proteções de segurança e privacidade prometidas pelo 5G. Além disso, os pesquisadores afirmaram que alguns dos novos ataques também podem ser explorados nas atuais redes 4G.

Durante o estudo, os pesquisadores afirmaram que foram capazes de rastrear a localização do celular e até mesmo transmitir alertas de emergência falsos. Em alguns casos, as falhas podem ser usadas para rebaixar uma conexão para um padrão menos seguro, o que possibilita que hackers iniciem ataques contra os seus alvos.

Segundo Rafiul Hussain, coautor do artigo, os novos ataques podem ser explorados por qualquer pessoa com conhecimento prático de redes 4G e 5G. E por conta da natureza das vulnerabilidades, os pesquisadores disseram que não pretendem divulgar publicamente o caminho para os ataques.

Eles apenas notificaram a GSM Association (GSMA), órgão comercial que representa redes celulares em todo o mundo, sobre as descobertas. Para a porta-voz da GSMA, Claire Cranton, as vulnerabilidades possuem baixo impacto na prática, e não informou se haverão correções. Já Hussain explicou ao TechCrunch que, embora algumas das correções possam ser facilmente corrigidas, as demais falhas exigem "uma quantidade razoável de alterações no protocolo".