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TSE se reúne com empresas de tec para combater fake news nas eleições 2020

Encontro com Google, WhatsApp, Facebook e Twitter teve como objetivo alinhar estratégias de combate à disseminação de informações falsas

Da Redação

13/11/2019 às 9h00

Foto: Divulgação/TSE

Na última segunda (11) representantes dos setores de políticas públicas e advogados do Google, Facebook, WhatsApp e Twitter se reuniram com a equipe que atua no Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para discutir o que  essas redes sociais podem fazer para diminuir a divulgação de fake news dentro de seus canais. 

 Os encontros acontecem periodicamente e têm como objetivo "aperfeiçoar os canais de comunicação dessas empresas com a Justiça Eleitoral, identificar pontos em comum e definir ações concretas dentro da política de moderação e direcionamento de conteúdos de cada plataforma", segundo comunicado. 

Em outubro, as quatro plataformas assinaram um termo se comprometendo a atuar a atuar ativamente para desestimular ações de proliferação de informações falsas e aprimorar ferramentas de verificação de eventuais práticas de disseminação de desinformação. 

De acordo com Ricardo Fioreze, coordenador do grupo gestor do Programa, os encontros são benéficos para o Tribunal pois, em contato com as companhias, consegue solicitar ou determinar alguma providência que diga respeito ao seu uso, bem como saber o que pode e o que não pode ser feito em termos técnicos.

Durante o evento, cada uma das plataformas informou o que tem feito até o momento para se preparar para as eleições de 2020:

Google: para o próximo ano, a companhia está desenvolvendo  "o uso de algoritmos de busca para priorizar resultados que levem para informações publicadas em páginas oficiais da Justiça Eleitoral ou remetendo para veículos de informações confiáveis e fidedignos." 

 Facebook: a rede social informou que já realizou mais de 17 eventos junto aos TREs para colher feedbacks de melhorias com advogados, juízes e desembargadores. A representante da companhia também disse que durante este ano "a rede já removeu mais de dois bilhões de contas falsas, e que conta com um time de eleições preparado para proteger a integridade dos pleitos em diferentes países." 

WhatsApp: a companhia destacou duas atualizações criadas para diminuir a divulgação de notícias dentro da plataforma. A primeira é a diminuição de 20 para 5 contatos que podem receber um conteúdo encaminhado. O segundo ponto é o novo recurso que impede que contas sejam incluídas em grupos sem previsão prévia. 

Twitter: a rede de microblogs se colocou à disposição da Corte Eleitoral e se comprometeu, inclusive, a dar um treinamento a todas as assessorias de Comunicação da Justiça Eleitoral. Em iniciativa similar com a do Facebook, a rede social estabeleceu parcerias com agências de fact-checking "para apurar qual é o grau de verdade das informações publicadas na plataforma, entre outras ações." 

*Com informações do TSE