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ONU acusa Coreia do Norte de usar empresa de blockchain para lavar dinheiro

Segundo organização, país também teria roubado cerca de US$ 2 bilhões em criptomoedas para financiar programa de armas

Da Redação

13/11/2019 às 16h00

Foto: Shutterstock

A Organização das Nações Unidas (ONU) acredita que o governo norte-coreano usou uma empresa de blockchain, aparentemente de fachada, localizada em Hong Kong, para lavar dinheiro. As informações são do The Next Web.

De acordo com relatório da ONU, a Coreia do Norte teria criado uma empresa de transporte e logística executada em uma plataforma blockchain, no começo deste ano, para evitar sanções e embargos internacionais. Entretanto, a empresa chamada Marine China só empregaria um único funcionário. O proprietário e o único investidor da Marine China, Julian Kim, também conhecido por seu pseudônimo, Tony Walker, teria contratado outro empregado, sem nome, com o trabalho ainda não estabelecido.

Vale lembrar que, em agosto deste ano, a ONU reportou que a Coreia do Norte teria obtido cerca de US$ 2 bilhões em criptomoedas roubadas para financiar programa de armas de destruição em massa. De acordo com o relatório da organização, há ao menos 35 casos em 17 países em que a Coreia do Norte teria atacado bancos e entidades envolvidas com criptomoedas para obter fundos para o seu programa armamentista.

O Comitê de Sanções do Conselho da ONU acredita que a Coreia do Norte tenha usado a moeda digital roubada para realizar, pelo menos, 5 mil transações em países de todo o mundo, tornando o trabalho de rastreamento e investigação difíceis. Entretanto, ainda não se sabe quanto dinheiro a Coreia do Norte teria conseguido lavar através da empresa Marine China, da mesma forma se as suspeitas da ONU se mantêm corretas.