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Por pressão de investidor, Nielsen deve dividir operação em duas empresas

Empresa vai separar sua divisão de análises dos outros negócios, em processo que deve ser concluído entre agosto e novembro de 2020

Da Redação

08/11/2019 às 13h00

Foto: Shutterstock

Em um comunicado enviado na quinta (7), a empresa de análise Nielsen anunciou que vai se dividir em duas companhias públicas: uma com foco no mercado de mídia global e outra voltada para segmentos B2B. 

O objetivo é concluir a separação entre agosto e novembro de 2020, sendo que David Kenny, atual CEO da Nielsen Holdings, irá liderar o negócio de mídia global, que foca em dados de marketing e mensuração e é a principal fonte de receita da companhia. A empresa já estaria em busca de um C-level para ocupar a posição de liderança da companhia que irá surgir.  

A expectativa da marca é que, com a divisão, cada uma das empresas consiga concentrar seus esforços e se adaptar às mudanças de mercado. 

A divisão das empresas acontece após pressão do grupo investidor Elliott Management Corp. ter pressionado a Nielsen a vender ativos ou buscar outras formas de otimizar o caixa. Após trabalhar em conjunto com as firmas JPMorgan Chase e Guggenheim Partners, chegou-se à decisão de que separar ambas as operações seria a alternativa mais proveitosa do que vender ativos. 

Atualmente, a Nielsen conta com dívidas avaliadas em US$ 8,5 bilhões e suas ações caíram cerca de 25% desde o início do ano.  

 

*Com informações da Bloomberg 

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