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Para CEO da Verizon, 4ª revolução industrial só será possível com o 5G

Durante Web Summit, Ronan Dunne afirmou que uma das principais inovações da tecnologia é a eficiência energética e o compromisso com sustentabilidade

Bruno Guedes, de Lisboa

05/11/2019 às 14h03

Foto: Divulgação

O automóvel está para o transporte por cavalos assim como a tecnologia 5G está para o mundo atual. A comparação de Ronan Dunne, CEO da norte-americana Verizon, em alusão a dois momentos da história só tem uma ressalva que se refere a tempo e espaço: a transformação digital em curso vai nos levar dos padrões atuais para a quarta revolução industrial muito mais rapidamente do que qualquer ruptura tecnológica já vista pela humanidade.

Durante o painel “Are you ready for 5G?”, no palco central do Web Summit 2019, em Lisboa, Dunne apresentou na manhã desta terça-feira os motivos pelos quais a quinta geração de internet móvel é o que vai viabilizar uma completa ruptura na vida das pessoas nos próximos anos. “Não é apenas mais um G. É algo revolucionário”, enfatizou o executivo.

O avanço da Internet das Coisas, robótica, automóveis autônomos, realidade aumentada, inteligência artificial e “tudo que já se conhece hoje em dia”, garantiu Dunne, só será possível com o 5G.

Ele afirmou que velocidade e capacidade de conexão de dispositivos móveis entre si serão multiplicadas por 10 ou mais com a nova tecnologia. As novas redes suportam um milhão de dispositivos conectados em um quilômetro quadrado. “Esse será um grande salto para consolidar a Internet das Coisas, porque estamos falando agora de conexão entre pessoas e aparelhos e principalmente entre aparelhos e aparelhos, e não mais de ligar pessoas”.

A redução da latência – tempo de transmissão entre um ponto e outro da rede - representa outro fator determinante, chegando a níveis abaixo de 10 milisegundos (ms), enquanto no 4G, latências abaixo de 30ms podem ser consideradas ótima performance.

Mas o CEO da Verizon foi ainda mais enfático sobre a revolução que já começou quando citou a eficiência energética da tecnologia 5G: “o consumo é de apenas 10% na comparação com o 4G. Isso é uma verdadeira ruptura e o nosso compromisso com a sustentabilidade em todo o planeta. Vai melhorar a eficiência energética em toda a cadeia de fornecimento de tecnologia”.

Dunne destacou a preocupação da companhia com as aceleradas mudanças climáticas e, em um discurso voltado para a responsabilidade social ao final da apresentação, aproveitou para conclamar o público a participar e divulgar o Global Goal Live 2020, um evento com a participação de multinacionais com o propósito de extinguir a pobreza.

A Verizon é a maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos, tem mais de 200 milhões de clientes no mundo e já disponibiliza tecnologia 5G ao mercado. Empresas brasileiras já testam desde o mês passado a tecnologia 5G em espaços públicos.