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Telefônica Brasil registrou aumento de receita e queda nos lucros em 2019

Crescimento da receita foi de 2,6%, enquanto o lucro líquido contábil registrou queda de 49,9%

Da Redação

04/11/2019 às 10h15

Foto: Divulgação

A Telefônica Brasil, que por também atua no país como a marca Vivo, anunciou nesta segunda (4) os resultados financeiros do terceiro trimestre. De acordo com a companhia, foi registrado o maior crescimento de receita dos últimos três anos, alcançando um lucro líquido recorrente de R$3,9 bilhões — crescimento anual de 2,6%.

Porém, o lucro líquido contábil apresentou uma queda bem expressiva, de 49,9%, em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo a Telefônica, a diferença de resultados ocorreu porque a empresa não obteve a mesma reversão de impostos (como pagamento de PIS e COFINS sobre o ICMS) do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (sigla em inglês para Ebitda) relacionado ao terceiro trimestre foi de R$ 4 bilhões, com crescimento de 2,8% e margem EBITDA de 36,2%. Por último, o fluxo de caixa livre da atividade de negócio apresentou crescimento de 18,6% no trimestre, atingindo R$ 2,2 bilhões

 

Investimentos e assinantes

Os investimentos totais da empresa durante o terceiro trimestre foram de R$ 2,43 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os meses de janeiro a setembro, o total investido foi de R$ 6,48 bilhões, aumento de 6,7%.

De acordo com a empresa, os investimentos estão concentrados na expansão de base e adoção de FTTH, além de oferecer maior cobertura e capacidade nas tecnologias 4G e 4.5G.

A área de tecnologia e sistema de informação recebeu R$ 337 milhões, aumento de 30,3% de investimentos. E R$ 116 milhões foram destinados para produtos e serviços, canais e área administrativa, crescimento de 75,3% quando se olha os dados de 2018.

Por último, mas não menos importante, a base total de assinantes da Telefônica Brasil diminuiu em 3,1% nesse trimestre, chegando a 93,7 milhões de clientes. A retração mais acentuada foi no setor que inclui serviços de voz, banda larga, FFTTH (fibra ótica) e TV por assinatura: regressão de 11% (indo para 19,9 milhões de assinaturas). Já a área de telefonia móvel, ponto forte da operadora, apresentou queda menor, de 0,8% (73,8 milhões de assinantes).