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Magazine Luiza bate recordes e lucra R$ 136 milhões no trimestre

Todos os canais de vendas da marca apresentaram resultados positivos; digital representou quase 50% das vendas totais

Da Redação

30/10/2019 às 8h00

Foto: Shutterstock

O Magazine Luiza divulgou na noite de terça (29) os resultados do trimestre e os números ficaram longe de decepcionar. Entre julho e setembro, as vendas atingiram 6,8 bilhões de reais, um avanço de 47% em relação ao mesmo período de 2018. Sendo que, pela primeira vez, as compras realizadas via plataformas digitais representaram aproximadamente metade das receitas totais — 48%, em comparação com o percentual de 36% registrado no ano passado.

A companhia apresentou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) ajustado de 301 milhões de reais — aumento de 7% em bases anuais — com margem de 6,2%. O lucro líquido ajustado foi de 136 milhões de reais, com margem de 2,8%.

 

Fortalecimento do digital

Segundo a companhia, as plataformas digitais tiveram um papel essencial para o bem fechamento do período. A operação de e-commerce, que reúne em um único app os produtos do Magalu, Netshoes, Zattini e Época Cosméticos, registrou um significativo crescimento de 96%. De acordo com dados mais recentes, cerca de 14 milhões de usuários realizaram ao menos um acesso no aplicativo.

Ao final do período, o Magalu reunia 24 milhões de clientes ativos em sua base — crescimento de 49%, muito por conta da aquisição da Netshoes, oficializada em junho, e a expansão das lojas físicas, que já somam 1 mil unidades.

O braço de marketplace, no qual a empresa atua com parceiros para a venda e distribuição de produtos, também cresce e incorpora cerca de 1 mil novos vendedores por mês. Comparando com os números de 2018, o Marketplace cresceu mais de 300%, contribuindo com vendas adicionais de 853,7 milhões de reais, ou 26% do e-commerce da companhia.

Para incentivar a entrada de novos membros e engajamento dos que já participam, a direção do Magazine Luiza anunciou em setembro que irá subsidiar o frete dos lojistas cadastrados que estiverem abaixo de R$ 80. A marca também comunicou que irá diminuir para 0,99% a taxa de antecipação de recebíveis cobrada para os lojistas, que atualmente está em 1,42%.

“Estamos traçando o caminho previsto na estratégia: um crescimento exponencial e acima da expectativa, impulsionado pelo ganho de participação, pelo marketplace e pela incorporação das vendas da Netshoes no nosso resultado”, diz Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, em comunicado enviado à imprensa.

 

Logística e crédito

Por conta do crescimento do marketplace, o Magazine Luiza criou recentemente uma linha de negócio dedicada a otimizar o processo de logística e entrega de produtos.

Conhecido como “Magalu as a Service (MaaS), essa operação abrange serviços como o Malha Luiza, que conta com 2 mil motoristas para fazer a retirada e entrega de itens comprados pelos parceiros;  e o Magalu Entregas, no qual o lojista apenas faz a emissão da Nota Fiscal e da etiqueta de envio que a empresa se encarrega da entrega ao cliente. De acordo com a marca, essa modalidade é utilizada por mais de 70% dos vendedores.

Outro produto de destaque foi o Luizacred, braço financeiro da companhia: a receita total aumentou 37,3% e sua base cresceu 23,1%, atingindo um total de 4,9 milhões de cartões. No período, o faturamento do Cartão Luiza foi de 6,9 bilhões de reais, uma expansão de 35,1% na comparação anual. O lucro total foi de R$ 14,4 milhões.