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5G no Brasil: público e privados unidos para implementar tecnologia

Durante a edição 2019 da Futurecom, governo e empresas se reuniram para abordar projetos atuais de implementação do 5G dentro do país

Mônica Wanderley

29/10/2019 às 13h19

Foto: Computerworld

Se alguém duvidava que o 5G seria a estrela da edição 2019 da Futurecom, as apresentações do período da manhã acabaram por varrer qualquer suspeita.

Tanto o setor público como o privado subiram ao palco para apresentar as principais iniciativas relacionadas com a tecnologia e também os planos a curto e médio prazo. Em todos os discursos, uma certeza: colaboração será essencial para que a tecnologia seja estabelecida de forma bem-sucedida no país.

A edição desta terça (29) do evento foi aberta por Júlio Semeghini, Secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Durante sua apresentação, Semeghini apresentou os decretos e iniciativas criadas pelo Governo para fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias dentro do país.

 

É meta é conectar

De acordo com o Secretário, preparar a infraestrutura do País para o 5G e Internet das Coisas e universalizar o acesso à telefonia e banda larga no País estão entre as prioridades do Ministério. Para isso, o governo pretende utilizar o edital de leilão de radiofrequência 5G (previsto para acontecer em 2020) como instrumento de impulso para a expansão de conectividade dentro do Brasil, especialmente em áreas rurais.

Falando sobre o uso de Internet das Coisas (IoT) em particular, Semeghini relembrou o programa de financiamento do da Finep (Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa), que dedicará R$ 1,5 bilhão para financiar projetos que façam uso em larga escala da tecnologia.

De acordo com o Secretário, o Governo está focando em uma visão bastante ampla de transformação digital, com o objetivo de garantir que as novas tecnologias, logo em seus momentos iniciais, cheguem ao maior número possível de regiões.

"A gente enxerga o [uso do] 5G não apenas em algumas áreas, por isso a temos que integrar e disponibilizar, porque as pessoas querem o 5G. A gente [Governo] tem que criar um ambiente que permite [às empresas] realizar mudanças de forma plena."

 

Flexibilizar é preciso

A importância de “abrir caminho” para a criação de uma infraestrutura 5G no Brasil também foi o discurso de Pietro Labriola, CEO da TIM no Brasil. De acordo com o executivo, nenhuma conversa mais séria sobre a construção de infra para esta tecnologia pode acontecer sem a aplicação de medidas como adensamento de antenas (para também suportar o uso de equipamentos com Internet das Coisas) e regulações para incentivar investimentos e compartilhamentos.

Para comentar sobre as iniciativas da TIM para a construção da tecnologia 5G, o executivo citou os projetos realizados pela operadora tanto no meio rural, onde possui mais de 5 milhões de hectares conectados em 4G, como nas cidades, sendo a empresa com maior rede de cobertura da conexão atual e também com presença em mais de três mil municípios com a oferta do NB-IoT (Narrow Band IoT), plataforma que facilita o uso de Internet das Coisas

Labriola também apresentou dados da indústria, mencionando a participação econômica do 5G nos próximos anos, que será responsável por gerar cerca de 200 mil empregos formais e abocanhar uma participação aproximada de 5% no PIB mundial. Para o CEO, é necessário que se pense agora em como o futuro será e, desse modo, se adequar às demandas que virão “Temos que parar de olhar o futuro como um espelho retrovisor”.

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