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Projeto JEDI: Microsoft supera Amazon e ganha contrato de US$ 10 bilhões

A proposta, aberta pelo Pentágono, envolve serviços como processamento de nuvem e aplicação de novas tecnologias

Da Redação

28/10/2019 às 8h00

Foto: Divulgação/Microsoft

Foi na tarde da última sexta (25) que terminou uma das principais novelas corporativas do Estados Unidos: o Departamento de Defesa americano publicou uma nota oficializando a Microsoft como vencedora de um projeto bilionário que irá organizar os sistemas de nuvem do órgão e também implementar tecnologias como inteligência artificial e machine learning.

Iniciado em março de 2018, o projeto Joint Enterprise Defense Infrastructure (mais conhecido como JEDI) é um contrato inicial de dois anos no qual uma empresa de tecnologia será responsável  por gerenciar os mais de 500 sistemas de nuvem do Pentágono e também atualizar o exército americano com as tecnologias de ponta que estão sendo pensadas para o mercado.

Dependendo das necessidades identificadas pelo Pentágono, a empresa vencedora poderia ter acesso a um orçamento de até US$ 10 bilhões, além de uma maior probabilidade para adquirir contratos de outros órgãos do governo. Por conta destes fatores, o projeto esteve sob os holofotes do público durante todas as etapas de seleção.

 

Proposta polêmica

Amazon, IBM, Google, Microsoft e Oracle entraram no páreo inicial para a proposta. A gigante de buscas acabou desistindo do contrato por conta de pressão dos funcionários, enquanto IBM e Oracle foram desclassificadas nas etapas iniciais do projeto — a Oracle até chegou a abrir um processo acusando a proposta de claramente favorecer a Amazon, pois fazia exigências de serviços e ferramentas que já existiam dentro da AWS. Mas a empresa acabou perdendo o recurso.

Em agosto, o contrato também chamou a atenção por questões políticas: o presidente Donald Trump afirmou que gostaria de “esconder” o processo de licitação do JEDI. Especula-se que seria uma forma de retaliação a Jeff Bezos, dono do ecommerce, que também possui o jornal Washington Post, que fez críticas ao governo.

 

Zebra Tech

Mesmo assim, o mercado tendia a acreditar que a Amazon levaria mesmo a disputa. Tanto por estar há mais tempo no mercado do que a rival como por já ter um contrato assinado com a CIA. Porém, os esforços que a Microsoft fez para cumprir com todos requisitos da proposta acabaram valendo a pena.

Enquanto a companhia de Redmond ainda não se pronunciou, a Amazon informou que estava “surpresa com a conclusão. A AWS é líder disparada na computação de nuvem e uma avaliação detalhada puramente pela comparação de ofertas claramente levaria a uma conclusão diferente.” A empresa não informou ser irá exercer seu direito de recorrer da decisão.

"É uma grande vitória para a empresa. Valida ainda mais a plataforma Azure e sua posição de confiança no [segmento de] Empresa ”, disse Brad Reback, analista da Stifel, Nicolaus & Co. Daniel Ives, analista da Wedbush, considerou uma “grande perda” para a Amazon.

Na sexta, as ações da Microsoft subiram quase 3% após o fechamento. Amazon caiu 1%.

 

* Com informações da CNBC e Departamento de Defesa dos EUA