Home  >  Inovação

Google anuncia marco histórico no uso de computação quântica

De acordo com empresa, computador especial foi capaz de executar cálculo impossível para equipamentos atuais

Da Redação

23/10/2019 às 11h00

Foto: Shutterstock

Em artigo publicado nesta terça (23) na revista científica Nature, o Google anunciou ter atingido um dos marcos da computação quântica: conseguiu que uma de suas máquinas executasse um cálculo impossível de ser realizado com a tecnologia atual. 

O cálculo escolhido estava relacionado com os anúncios da própria Google ao  primeiro vôo de avião dos irmãos Wright, realizado em 1903. A conta, que em um computador normal levaria mais de 10 mil anos, foi concluída em 3 minutos e 20 segundos. 

Ao que tudo indica, o artigo é a versão integral do paper publicado antes pela empresa no site da NASA, no qual já indicava a realização de um teste feito em condições similares. 

 

Quântico o quê? 

O sistema de computação que utilizamos atualmente é feito com bits, representados no código por sequências de 0 ou 1. No caso da computação quântica, as unidades de medida são os  ubits (ou bits quânticos), que conseguem “se encaixar” de inúmeras formas entre o 0 e o 1, o que aumenta de forma significativa a quantidade de informação que pode ser processada por essas máquinas. 

Por isso, espera-se que no futuro os computadores quânticos possam fazer operações que a ciência atual nem sonha realizar e, assim, descobrir novas tecnologias ou até mesmo cura para doenças. 

Porém, esse futuro ainda está muito distante de acontecer: os computadores quânticos só funcionam em condições muito especiais (com refrigeração a -273ºC) e mesmo os cientistas que trabalham com as máquinas ainda não conseguem controlar todas as operações.  

Antes da publicação da Nature a IBM, que também trabalha com computação quântica, publicou um post em seu blog afirmou que, enquanto o uso do conceito ajuda a inspirar os cientistas atuais e futuros, a aplicação real da tecnologia ainda vai demorar para se tornar comum. 

*Com informações do The New York Times