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Mobne quer avançar na conquista do varejo de vizinhança

A estratégia da startup de software e gestão, do Grupo Consinco, será expandir sua atuação nessa área por meio de canais de revenda

Da Redação

17/10/2019 às 9h00

Foto: Shutterstock

Um dos principais players nacionais no mercado de ERP para redes de supermercados e autosserviço alimentar, a Consinco lançou o 2018 a Mobne, startup que oferece um software de gestão para o varejo de vizinhança — nome dado aos pequenos comércios espalhados por bairros e, na maioria das vezes, familiares.

E esse é um grupo de negócio bastante significativo: a GfK Brasil estima que há cerca de 80 mil lojas de vizinhança no país, com faturamento no azul e crescimento constante.

Acontece que, mesmo ao se profissionalizarem com a aquisição de serviços de gestão e controle de estoque, o mercado que atende a esse pequeno varejista ainda é bastante pulverizado e com suporte muitas vezes deficiente. Enxergando uma oportunidade, a Consinco investiu na criação de uma empresa novata para atender esse público.

Atualmente, Mobne oferece um sistema de ERP completo em nuvem, ao estilo SaaS, no qual equenos varejistas podem assinar pacotes mensais do serviço, sem precisar negociar uma licença de software com validade permanente, o que inviabilizaria a implementação em muitos comércios.

Expansão e benefícios

Em seu primeiro ano, a empresa reforçou sua operação na região Sudeste, em especial no estado de São Paulo. Agora, a firma está organizando um projeto de expansão que utilizará como apoio seus canais de revenda.

De acordo com a marca, 33 canais de revenda já selaram parceria, concretizando projetos-piloto em 40 lojas de 12 clientes diferentes. A meta é chegar a uma centena de estabelecimentos até o fim de 2019, ampliando o número a mil nos próximos anos.

Outra aposta da Mobne está no seu modelo de remuneração por recorrência: o negócio parceiro recebe até 100% da primeira mensalidade (a título de comissão de venda) e até 40% da mensalidade paga pelo cliente ativo (remuneração).

Em geral, a prática do mercado é realizar o repasse dos valores apenas no primeiro ano ou por, no máximo, 24 meses. Para outros serviços, como parametrização e consultoria, a empresa não cobrará remuneração.