Home  >  Negócios

Ebanx agora é unicórnio e quer expandir serviços na América Latina

Startup de pagamentos, que recentemente superou US$ 1 bilhão de valor de mercado, quer reforçar presença em outros países da região

Da Redação

16/10/2019 às 8h01

Foto: Facebook Ebanx

A startup de pagamentos Ebanx, baseada em Curitiba, entrou recentemente para o hall de unicórnios brasileiros. Em entrevista ao portal americano TechCrunch (em inglês), o CEO e cofundador Alphonse Voigt informou que o valor de mercado de US$ 1 bilhão foi ultrapassado após uma rodada de financiamento realizada entre os fundos FTV e Endeavor Catalyst, que já fizeram aportes na companhia.

Fundada em fevereiro de 2012, a Ebanx ficou conhecida no país por criar um sistema que permite aos brasileiros que não possuem cartão de crédito internacional realizar compras em sites estrangeiros, como o Aliexpress e Airbnb. Em abril, a marca começou a oferecer sua plataforma de pagamentos para companhias brasileiras, criando uma nova divisão responsável apenas por gerenciar os clientes locais.

Ao longo de 2019, a empresa anunciou outras parcerias: como a feita com a Uber para processar os pagamentos feitos via transferência bancária ou voucher para América Latina, além de fechar contratos com marcas como Coursera, Scribd e Shopify. Com os novos negócios, a Ebanx estima que irá chegar em dezembro tendo processado US$ 2 bilhões durante o ano.

Lá e de volta outra vez

De acordo com Voigt, o dinheiro obtido na nova injeção de capital será usado para entrar para realizar contratações em novos mercados e também lançar serviços de pagamentos locais em outros países da América Latina.

A companhia já possui operação na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, México, Peru e Colômbia, nação que deve ser a primeira a contar com uma solução de pagamento similar com a que existe no Brasil. O CEO explica que a empresa deseja aproveitar o crescimento do uso de cartão de crédito na América Latina para se posicionar dentro do mercado.

Mesmo com expansão, a empresa ainda deve manter o foco na operação brasileira, que ainda é responsável por 90% da receita.