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EdTechs em alta: Brasil conta com mais de 700 startups de educação

Segundo ABStartups, este é o setor com maior número de startups no País; conheça exemplos

Da Redação

11/10/2019 às 17h00

Foto: Shutterstock

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2019 foram realizadas 42,8 milhões de matrículas entre estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio — número que ultrapassa com folga a população total de diversos países. 

E esse público-alvo está na mira de diversas startups baseadas no país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a área de educação é que conta com o maior número de empresas novatas são 748 companhias. 

As EdTechs, como são chamadas as firmas que aplicam tecnologia no setor de educação, atuam em diferentes segmentos para atender às necessidades em diferentes momentos do ensino. Sendo que algumas já se destacam. 

Lição de casa 

A Quero Educação, fundada em 2012, é uma plataforma que auxilia pais e alunos a encontrarem escolas com mensalidades mais acessíveis, sendo que o desconto chega a até 70%. A empresa, que ganha uma porcentagem de cada mensalidade paga por meio da plataforma, já conta com mais de 500 mil estudantes cadastrados e pretende expandir seu modelo para a América Latina. Atualmente, a ‘Quero’ contrata cerca de 35 novos funcionários por mês. 

Outra startup que também atende ao público final é a Descomplica, que oferece um serviço de assinatura por R$ 9,90 ao mês para acesso ilimitado a aulas e ferramentas de estudo online. Ela atende principalmente estudantes em preparação para o Enem, mas também oferece material para concursos públicos, reforço universitário e pós-graduação. 

Já a Agenda.Edu e a Eskolare atendem a outras necessidades do setor. Enquanto a 'Agenda' oferece uma plataforma que envia aos pais informações como avisos da escola e pedidos de lição de casa, a Eskolare é uma loja online que intermedia a oferta e compra de uniformes, materiais escolares e até itens para festas de fim de ano. 

 

Ensino público é a próxima fronteira 

Para especialistas do setor, um dos principais desafios desses novos negócios está em entrar no mercado de educação pública, que se apresenta muito mais burocrático e com recursos financeiros limitados.  

Porém, profissionais que atuam na área acreditam que os benefícios dessa implementação são capazes de superar os obstáculos. “Se usada de forma multidimensional, a tecnologia pode melhorar a qualidade e a equidade do ensino, e não só deixar a escola mais legal”, acredita Lucia Dellagnelo, diretora presidente do Centro de Inovação para Educação (Cieb). 

 

 

*Com informações do Estado de S.Paulo