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Em protesto, EUA incluem startups chinesas de IA em lista de sanções

Governo americano informou que inclusão ocorre por conta do tratamento dado ao governo chinês às minorias muçulmanas que vivem no país

Da Redação

10/10/2019 às 9h15

Foto: Shutterstock

Vinte agências de segurança pública e oito empresas da China foram inclusas na lista de sanções do governo dos Estados Unidos e, a partir de agora, não poderão mais comprar componentes do país ação que compromete de forma direta a capacidade operacional das firmas. 

As companhias e organizações inclusas na relação de bloqueio trabalham direta ou indiretamente com tecnologias de reconhecimento facial. Como, por exemplo, a companhia de vigilância com vídeo Hikvision e a SenseTime Group e Megvii Technology, referências no setor de análise de rostos. 

De acordo com autoridades dos EUA, a decisão não tem relação com o bloqueio realizado pelo país à fabricante chinesa Huawei e funciona como um protesto à viligância ostensiva que o governo chinês realiza em regiões habitadas por populações minoritárias que vivem no país, como uigures e cazaques. 

“O governo dos EUA e o Departamento de Comércio não podem e não irão tolerar a supressão brutal das minorias étnicas dentro da China”, disse o secretário de Comércio, Wilbur Ross. 

Do lado da China, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que os EUA deveriam parar de interferir em seus assuntos e que o país continuará a adotar medidas firmes e resolutas para proteger sua segurança soberana.