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Suprema Corte dos EUA rejeita pedido da Amazon sobre ação de funcionários

Trabalhadores de centros de logística buscam indenização pelo tempo que se submeteram a triagens obrigatórias de segurança

Da Redação

09/10/2019 às 16h00

Foto: Shutterstock

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos se recusou nessa segunda-feira (07) a ouvir um pedido da Amazon que buscava evitar uma ação judicial. Nesta ação, trabalhadores em centros de logística da companhia exigem o pagamento pelo tempo em que são submetidos a extensas avaliações de segurança após o expediente. As informações são da Reuters.

A ação coletiva foi proposta ainda em 2010 contra a Integrity Staffing Solutions, empresa de terceirização de funcionários, que fornecem trabalhadores para a Amazon. Como informa a Reuters, os trabalhadores buscaram uma indenização por submeterem-se ao que eles chamam de triagens obrigatórias do tipo “segurança de aeroporto pós 11 de setembro”. Tais triagens seriam um controle da Amazon para evitar o roubo de mercadoria. Os trabalhadores informam que os procedimentos de segurança duram em média 25 minutos.

Os juízes rejeitaram o apelo da Amazon e da Integrity. A decisão de primeira instância reacende reivindicações de trabalhadores de acordo com a lei do Estado de Nevada. Isso porque ela acontece cinco anos após o Supremo Tribunal emitir decisão em um caso que barrou reivindicações similares de acordo com a lei federal.

Na decisão de 2014, a Suprema Corte decidiu que, de acordo com uma lei de 1947, as empresas não precisavam pagar aos funcionários pelo tempo que passavam em verificações de segurança. Entretanto, trabalhadores usaram a lei estadual para dar suporte as suas alegações, colocando a Amazon como ré. A Amazon, por sua vez, diz que a alegação é "grosseiramente imprecisa".