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Em momento positivo no Brasil, Cisco cria área para pequenos negócios

Empresa criou segmento de negócio para alcançar nova parcela de mercado; parcerias com telecoms serão essencial para sucesso da operação

Mônica Wanderley

08/10/2019 às 8h35

Foto: Shutterstock/Divulgação

Durante os últimos três anos (ou 12 trimestres) a operação da Cisco no Brasil não só deu lucro, mas ultrapassou os dois dígitos de ganhos. A informação foi dada por Laércio Albuquerque, presidente da empresa no país, durante encontro reservado para jornalistas e analistas. Na ocasião, o executivo aproveitou para detalhar um novo segmento de negócio que a empresa acabou de criar para pequenas empresas.

Apesar da nova área de negócios se chamar “small business”, a Cisco não pretende atender apenas a PMEs, mas também corporações que ainda estão em processo de crescimento e que precisem de soluções de TI mais elaboradas. De acordo com Albuquerque, a companhia está desenvolvendo um sistema de preços pensado para esse público e um ecossistema de parceiros preparados para atender ao segmento.

Movimento de expansão

Além da receita de dois dígitos que a marca vem conquistando no país, outro fator importante para trazer esse novo segmento foi o crescimento de novos clientes vindos de regiões fora do eixo São Paulo – Rio de Janeiro – Minas Gerais. Segundo Albuquerque, a taxa de novos membros tem sido o dobro da registrada nos mercados centrais, percentualmente falando.

Outra questão que contribuiu para o investimento nessa área foi a tendência de digitalização das empresas, que potencializa a criação de novos produtos ou serviços em regiões distantes das metrópoles. E são negócios criados nesse formato que estão na mira da Cisco. “Num mundo onde as empresas já nascem digitais, a gente começa a vender nossas soluções para clientes que nunca ouvimos falar, mas que estão investindo muito em tecnologia.”

Para alcançar esse mercado mais regional, a companhia americana conta com a parceria de empresas de telecomunicação, que atuarão como canais entre as necessidades dos clientes e a carteira de serviços oferecidos pela gigante de TI. A Cisco também estuda alternativas de financiamento para viabilizar a aquisição de seus produtos por firmas de pequeno porte.

“Hoje, mais de 50% do que vendemos no Brasil é fabricado no Brasil via PPB (Processo Produtivo Básico). E [por isso], eles são elegíveis a Finame, cartão BNDES e linhas de crédito”, explica Giuseppe Marrara, diretor de relações governamentais da marca, também presente no encontro.