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Fabricantes de cartões se preparam para um mundo sem maquininhas

Com opções de pagamento como uso de QR Code e pagamento via celular, as empresas do ramo estão se atualizando para não perder mercado

Da Redação

02/10/2019 às 10h50

Foto: Shutterstock

Com a chegada das fintechs, que oferecem soluções de pagamento via QR Code e carteiras digitais, as fabricantes de cartões já vislumbram um futuro no qual o seu serviço principal não será mais necessário. E, por isso, já pensam em alternativas de negócio para se manter no ramo.

Não que esse seja um problema de curto ou médio prazo, muito pelo contrário: de acordo com informações do The Nilson Report, que cobre o setor de cartões, a região da América Latina ainda tem crescimento no número de novos equipamentos, cerca de 12% em comparação com 2017, ao lado da Ásia.

E essa tendência se confirma no Brasil: de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), existem no país cerca de 9,3 milhões de equipamentos que aceitam cartões, entre os modelos portáteis (POS) e aqueles que ficam anexados à caixa registradora (PDV), sendo que 2,5 milhões de maquininhas são vendidas anualmente.

Um fator que contribuiu para o fôlego do segmento foi a criação do modelo no qual profissionais autônomos têm a opção de contratar uma máquina portátil, desenvolvido por empresas como PagSeguro, SumUp e Adyen.  Sem contar o fato de que ainda há uma desconfiança muito grande sobre o uso de contas digitais ou a realização de pagamentos por meio on-line.

Porém, tendo o futuro em vista, algumas as marcas que ganham a vida produzindo o plástico endinheirado já pensam em negócios alternativos.

 

Smartudo

A aposta mais forte presente entre as companhias do ramo é no pagamento via smartphone usando um código de imagem (mais conhecido como QR Code). E ainda há espaço para inovação dentro dessa tecnologia: já existem empresas desenvolvendo um sistema chamado QR code dinâmico, no qual o terminal bancário gera um código eletrônico exclusivo para cada transação feita pelo cliente.

O celular também está presente em serviço que essas empresas acreditam que será tendência: o uso do aparelho para pagamentos por aproximação. A vantagem desse modelo está na velocidade da transação, já que não é necessária a inclusão de senha para fazer compras de até um determinado valor (em geral, R$ 50).

Como dá para perceber, a relação de serviços é bem parecida com a que já é oferta pelos bancos, que são clientes das fabricantes de cartões. Estaria o futuro reservando um embate entre antigos aliados? Bem provável. Mas ainda vai demorar alguns anos para que as parcerias do gênero comecem a se romper em nome da sobrevivência corporativa.

 

*Com informações do Valor Econômico