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Elon Musk e Tesla violaram leis trabalhistas nos Estados Unidos

Para juíza, CEO sugeriu a funcionários desistir de ações caso se sindicalizassem, atitude replicada em casos internos da empresa; Tesla pode recorrer

Da Redação

01/10/2019 às 16h30

Foto: Shutterstock

Legenda: Tesla

A juíza Amita Baman Tracy, da Califórnia, definiu que a Tesla foi contra as leis vigentes do Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLBR, em inglês), impedindo e até ameaçando funcionários que decidissem se sindicalizar.

Para sustentar a acusação, foi usado um tweet escrito pelo CEO Elon Musk em maio de 2018, no qual sugeria aos empregados escolher entre participar de um sindicato ou desistir da opção de compra de ações pagas pela companhia. Veja abaixo:

Ainda, de acordo com a juíza, a Tesla instituiu regras que impediam funcionários de compartilhar com colegas informações sobre os benefícios da sindicalização, além de ter demitido dois funcionários de maneira injusta pelo fato deles serem pró-sindicalização.

Como pena, foi decidido que a empresa deve recontratar os funcionários e também organizar um encontro na fábrica de Fremont para informar aos usuários que a empresa agiu de forma incorreta. Os advogados da montadora afirmaram que irão recorrer da sentença.

Apesar da atuação do NLBR ser limitada, não sendo capaz de aplicar penas mais duras, a pena reforça os argumentos de grupos pró-sindicalização que vivem na Califórnia, estado que abriga a principal fábrica da Tesla

 

*Com informações da Bloomberg