Home  >  Inovação

Brasil permanece estagnado no Ranking Global de Competitividade Digital

Em sua terceira edição, estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral mostra o país na 57ª posição dentro de ranking que analisa 63 economias do mundo

Da Redação

26/09/2019 às 13h54

Foto: Shutterstock

Estudo desenvolvido pelo IMD, escola de negócios da Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), o ranking global de Competitividade Digital classificou o Brasil em 57º lugar dentro da avaliação que monitora o desempenho de 63 países. Para avaliar cada uma das nações, a equipe responsável pelo desenvolvimento do ranking examinou os seguintes fatores:

  1. Conhecimento – a capacidade de entender e aprender novas tecnologias;
  2. Tecnologia – a competência para desenvolver novas inovações digitais;
  3. Prontidão Futura – a preparação para os desenvolvimentos no futuro.

Este ano, duas novas variáveis foram introduzidas na análise:  robô industrial, para medir o número total de robôs em operação; e robôs usados para educação em todo o mundo.

Resultado aquém

De acordo com a pesquisa, o Brasil sempre se manteve entre as economias com as piores avaliações. Isso porque, além dos fatores principais, o estudo avalia outros subfatores que, somados, são os responsáveis por definir a classificação de cada local pesquisado.

Por exemplo: estamos na 61ª posição do subfator “talentos”, que avalia a qualidade de mão de obra de uma nação; este quesito é composto por indicadores como “habilidades tecnológicas e digitais” (62ª posição); “qualidade da gestão das cidades” (60º); e “experiência internacional dos gestores públicos e privados” (58º lugar).

Necessidades e oportunidades

Com menos investimentos em tecnologia e falta de pessoas capacitadas para atender as demandas do mercado, a tendência é que o país permaneça na ponta debaixo da escala.

“A capacidade de uma economia de promover inovação digital é avaliada a partir de indicadores que levam em consideração o seu marco regulatório, a disponibilidade de capital e sua estrutura tecnológica. Com este resultado, o país mantém uma trajetória de perda competitiva que pode ser percebida desde a primeira divulgação do ranking, quando figuramos em 54º”, diz Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

O último fator avaliado refere-se à capacidade do país em aproveitar o futuro.  Neste quesito, as notícias são positivas: o país ganhou quatro posições e agora se encontra em 43º colocado. “Trata-se do nosso melhor resultado desde a criação do relatório. Ele leva em consideração subfatores importantes, como ‘atitudes adaptativas’, ‘agilidade dos negócios’ e ‘integração das tecnologias de informação’”, destaca o coordenador.

Pelo mundo

Estados Unidos, Cingapura, Suécia, Dinamarca e Suíça ocupam os cinco primeiros lugares da tabela, mesmo adotando práticas diferentes para o fomento da competitividade digital. Os Estados Unidos e a Suécia seguem uma abordagem equilibrada entre geração de conhecimento, criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento de tecnologia e disposição na adoção de inovação. Cingapura, Dinamarca e Suíça priorizam apenas um ou dois fatores.

Entre os dez primeiros se destacam a Holanda, a região administrativa de Hong Kong e a Coréia do Sul, que subiram para 6º, 8º e 10º lugar, respectivamente, enquanto a Noruega caiu para 9º e o Canadá caiu para a 11ª posição.

No Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos e Israel permaneceram como os principais centros digitais regionais. Para América Latina, México e Colômbia foram os únicos países que avançaram no ranking deste ano, mesmo que de forma tímida. O México agora ocupa a posição 49 do ranking (em comparação com o 51° lugar de 2017) e a Colômbia avançou uma colocação, vigorando no 58º lugar.