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2020 tem tudo para ser o ano das insurtechs no Brasil

Companhias que aplicam o uso de tecnologia para otimizar o mercado de seguros estão na mira do mercado

Da Redação

26/09/2019 às 16h43

Foto: Shutterstock

Dentro do mercado brasileiro, o setor de fintechs (startups com foco financeiro) é a “menina dos olhos” de investidores e empreendedores, que já montaram mais de 500 negócios do tipo dentro do país. Porém, foco do mercado deve ser outro em 2020: as insurtechs, empresas do mercado de seguros que utilizam tecnologia tanto para otimizar processos e entregar inteligência de dados às empresas.

Uma insurtech pode, por exemplo, criar um modelo totalmente customizado de seguro, no qual o usuário tem liberdade para contratar ou cancelar a qualquer hora do dia. O processo de apólice de seguros, que em geral leva dias, consegue cair para um tempo médio de horas com a utilização de inteligência artificial para avaliar perfis e dar respostas mais rápidas.

E já existem diversos representantes desse setor no país: a delegação brasileira foi a terceira maior do ITC InsureTech, evento da área localizado em Las Vegas. O investimento em insurtechs se justifica por conta do potencial de expansão do mercado: dos mais de 200 milhões de brasileiros, apenas 10% usam de forma constante algum tipo de seguro.

 

Acelerando as insurtechs

A Plug and Play, uma das principais aceleradoras do Vale do Silício, acabou de abrir seu primeiro escritório no Brasil e já anunciou que fará um programa focado em startups de seguro ainda este ano, além de outro mais prolongado em 2020.

De acordo com Eugenio Gonzalez, codiretor de insurtechs da companhia, o investimento nesse setor se deve ao tamanho do mercado brasileiro, que já é quatro vezes maior do que o da Argentina e quase três vezes o do México

Por conta do mercado aquecido, até mesmo insurtechs internacionais querem operar por aqui. Um exemplo é o da Cambridge Mobile Telematics (CMT), startup que combina os sensores embutidos nos smartphones e tecnologias como aprendizado de máquina e análise comportamental para entregar um sistema que avalia o desempenho de motoristas.

O negócio, que acabou de receber um investimento de US$ 500 milhões do SoftBank, pretende montar um escritório dedicado a atender a América Latina. Especificamente no Brasil, a companhia já está conversando com seguradoras e locadoras de veículos do país para implementar uma solução de monitoramento e direção.

 

*Com informações do Valor Econômico