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Como fui selecionado para o programa global da Singularity University

Cofundador e CEO da Beetools conta como participou de um dos programas de inovação e aceleração mais concorridos do mundo

Por Fábio Ivatiuk*

20/09/2019 às 12h30

Foto: Divulgação

A Singularity University (SU) é uma universidade muito diferente das demais - seu principal objetivo é estimular o pensamento criativo e inovador, engajando seus alunos a impactarem positivamente o maior número de pessoas possível. Não à toa, a universidade com sede no Vale do Silício é uma das maiores referências para empreendedores que querem acelerar suas startups ou executivos que desejam aprender mais sobre inovação e tecnologias exponenciais.

Eu sempre fui um leitor fiel do conteúdo da Singularity, acessando frequentemente seu site e recebendo suas newsletters. Um dia, recebi um e-mail deles falando sobre o Global Startup Program (GSP), seu programa de aceleração. Li todo o conteúdo, fui buscar mais informações na internet, e descobri no próprio site do Programa uma série de relatos de empresas em saúde, educação e até mesmo de ONGs, falando como o GSP alterou suas visões de negócios, os auxiliou a criarem conexões com pessoas inovadoras de diversas partes do mundo e ajudou a escalonar e impulsionar suas startups.

Esse foi o estímulo que precisávamos para fazer nossa inscrição. Sabíamos que seria bem difícil ser selecionado, já que é um processo muito rigoroso e concorrido – para o Programa de 2019, foram mais de 900 negócios inscritos para apenas 33 vagas.

Além dos critérios padrões de qualquer programa de aceleração, que incluem viabilidade do negócio, inovação, potencial de crescimento e time, entre vários outros, para o GSP era crucial que a startup selecionada causasse impacto positivo na sociedade. A Beetools se encaixa nesse quesito, pois ao trabalhar a educação do futuro, estamos trabalhando, talvez, o maior pilar de transformação da sociedade.

A inscrição para o programa é razoavelmente simples. Além do pagamento, era preciso preencher um formulário com informações pessoais dos sócios da startup, outro com dados do projeto (incluindo seus diferenciais e os problemas que tentamos solucionar, como é a geração de caixa e o público alvo, entre outros) e a gravação de um áudio de até dois minutos abordando nossos pontos fortes e pontos fracos.

Enviamos nossa inscrição em dezembro e no final de janeiro de 2019 recebemos a notícia de que havíamos sido aprovados. Entre janeiro e o início do treinamento de fato, fizemos reuniões virtuais com mentores do GSP, conhecemos mais sobre a estrutura do programa, recebemos material de estudo e conhecemos outras empresas selecionadas. Em fevereiro, começamos o projeto, que possui 12 meses de duração, termina em janeiro de 2020 e contou, inclusive, com dois meses presenciais - um em Copenhagen, na Dinamarca, e outro no Vale do Silício.

Fazer parte do GSP tem sido uma das experiências mais enriquecedoras para o nosso negócio. Durante o programa, somos estimulados a pensar de forma inovadora todos os dias, trazendo ideias disruptivas que possam impactar positivamente não só nossa própria startup, mas sim a sociedade como um todo. Além disso, o programa nos ajuda a entender e definir nosso propósito e a criar um Moonshot, ou plano de ação, para os nossos negócios, focando na expansão de nossas operações de forma consciente e que contribua com a população. Desta forma, realizamos um trabalho de trás para frente, definindo primeiro nosso objetivo a longo prazo para depois planejar os passos a curto e médio prazo. Através dessa inversão na forma de fazer negócios, conseguimos elaborar estratégias muito mais realísticas e alinhadas com o nosso propósito.

*Fábio Ivatiuk é cofundador e CEO da Beetools